Durante o período pré-eleitoral semeiam-se sementes de esperança, de vida melhor para os habitantes de cada cidade, estado ou país. É isso mesmo. E o cidadão vive em função e na doce expectativa de dias mais venturosos.
No entanto, as coisas não são exatamente assim. Substituem-se os candidatos, substituem-se os eleitores, a confiança em um futuro melhor e mais saudável. E os concorrentes ao voto do eleitorado em cada cidadão. Mas será que fazemos mais em favor do tempo por vir?
O professor Ives Granda da Silva Martins, jurista, altamente conceituado por sobejos motivos, presidente do Conselho Superior de Direitos do Fecomércio de São Paulo, analisa nosso tempo e não se revela muito otimista.
Em recente artigo para a imprensa, ele analisa a situação do Brasil e opina. “O descompasso entre a gastança desenfreada de Brasília e a realidade das empresas nacionais asfixia a livre iniciativa. Ao ignorar as regras mais fundamentais da economia política e insistir na gastança em ano eleitoral, o governo federal não apenas implode a credibilidade internacional do país, mas solapa a segurança jurídica indispensável para a atração de novos investimentos privados”.
“Chegamos a este ponto triste de termos um endividamento previsto de 83% no fim deste ano, com uma pressão tributária enorme – pois houve aumento da carga tributária – e, ao mesmo tempo, com juros que arrebentam as empresas. Três vezes mais empresas foram para a recuperação judicial do que o que normalmente acontecia na história do Brasil, considerando a média até 2023. Estamos com a economia brasileira colapsada. Qualquer que seja o governo a assumir em 2027, terá problemas enormes”.
O aplaudido mestre tem razões para assim se posicionar. E diz mais: “Os indicadores econômicos e a realidade da economia brasileira são extremamente preocupantes. O cenário externo e o cenário interno do Brasil estão levando à necessidade – se tivermos um governo sério em 2027 – de se fazer um ajuste duro na economia do país; tudo isso por causa dos desvarios do governo atual na administração das contas públicas”.