Manoel HyginoO autor é membro da Academia Mineira de Letras e escreve para o Hoje em Dia

Semana decisiva

Publicado em 16/09/2026 às 07:00.

Estamos em pleno período eleitoral, por sinal em sua fase decisiva. Contam-se nos dedos os dias faltantes para o primeiro turno, e os candidatos se digladiam como em uma luta fatal. É o conflito que envolve todos os partidos e concorrentes.

Uma guerra de vigilância incomparável na história do Brasil. Jamais, talvez, viu-se um acirramento com as atuais dimensões. Praticamente o respeito pelo adversário deixou de existir, e o vocabulário limpo e límpido de velhas épocas ficou guardado no armário.

A respeitabilidade parece guardada em um antigo móvel ao qual poucos têm acesso. A beleza do pleito presidencial democrático está eclipsada por enquanto. Até quando?

Os impávidos candidatos se enfrentam ruidosamente. Diria que vivemos um momento de pré-guerra, que espero não se concretize.

A troca de acusações é incessante. Uma coisa é certa: envolveram-se na refrega as maiores forças políticas do país, com uma inédita disposição de alcançar os cargos pleiteados. Assumiram posições claras as mais expressivas personalidades da cena política, a despeito das críticas e até das difamações a que se sujeitavam.

Mais do que nunca, membros dos poderes trinos da nação se envolveram em debates que ultrapassaram os limites de moderação que preponderavam em outras épocas. Integrantes do Supremo Tribunal Federal viram-se constrangidos a situações e debates como jamais acontecera com seus ministros. Estamos nesta fase sob os olhos atentos da nação.

A semana decisiva para se desfazerem dúvidas e controvérsias é a que transcorre neste mês, para a qual se prepararam os envolvidos e para o qual também se organizou um dispositivo de segurança reforçado. No fundo, o que nosso povo pleiteia é Ordem e Progresso. Só isso.

O nome do Supremo e de seus ministros está em jogo aberto e perigoso.

No meio de tanta briga e desconfiança, todo cuidado é pouco. O excesso de boatos e a mentira espalhada o tempo todo só servem para jogar mais lenha na fogueira, atrapalhando o país justamente quando a gente mais precisa de calma e clareza para decidir o futuro.

Cabe agora à sociedade vigiar para que os ânimos se acalmem após as urnas. O verdadeiro triunfo da democracia brasileira não se medirá pela intensidade do embate partidário, mas pela capacidade de o país reencontrar a harmonia institucional, garantindo que o voto popular prevaleça soberano e pacificador.

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por