A sucessão de entendimentos ou desentendimentos entre Estados Unidos e Irã chama a atenção para a sua variação cronológica, de uma hora para outra. Aprovado um cessar-fogo entre as partes, inclusive aos realizados em países convocados a discutir armistícios, uma das partes volta atrás e tudo volta a ser como dantes.
As deliberações e ações definidas por Washington e anunciadas pelo presidente Trump têm duração frágil e mudam até em apenas dias, surpreendendo o mundo já sem depositar sólida confiança no que se pretendia fosse válido por longo prazo. A palavra cessar-fogo virou um simples arranjo que mal sustenta a esperança em tempos mais longos e saudáveis entre países e povos que se respeitam.
O verbo cessar inclui-se no vocabulário de tempo de guerra, porque passou a ser empregado na expressão de interromper alguma atividade que se previa mais consentânea com o tempo bélico. Cessar o cessar-fogo é a prática mais comum nesse período em que, mais uma vez, o Oriente enfrenta o Ocidente, principalmente a América do Norte, mantendo uma guerra cruenta como ocorrera em Gaza.
Os fatos expõem o ambiente sombrio em que nos achamos, em que os vislumbres de paz efetiva não passam de um lapso. E o mundo teme.
Tudo combinado, nada resolvido. É o que também se deduz das decisões tomadas por representantes dos EUA e Irã ou simplesmente do titular da Casa Branca. Ninguém mais acredita que novas posições serão honradas e cumpridas como deveria, para a felicidade geral.
Fato semelhante acontece neste fim de campanha eleitoral e escolha de candidatos. Parece que há uma indecisão de muitos que mudam de partido por motivos não suficientemente esclarecidos. Desabafos são feitos a cada dia e hora, amizades se transformam com velocidade incrível, passa-se de posições por motivos de menor importância ou de importância só válidas para os interessados diretos. Depois do pleito de outubro, se ficará sabendo mais e com pormenores.