Simone DemolinariPsicanalista com Mestrado e dissertação em Anomalias Comportamentais, apresentadora na 102,9 e 98 FM

Saúde mental, a meta do ano novo

Publicado em 15/01/2026 às 06:00.

Criada no Brasil em 2014, a campanha de conscientização “Janeiro Branco” vem com a proposta de chamar atenção para algo sério e que muitas vezes é negligenciado: a saúde mental e emocional.

A escolha do mês não é por acaso, janeiro é o mês dos recomeços, organização de metas, promessas renovadas e possibilidade de reescrever nossa história numa folha em branco. 

A pergunta central da campanha é: como anda sua saúde mental? 

É importante ressaltar que cuidar da saúde mental não significa tratar doenças, mas sim criar consciência emocional de que é possível viver com qualidade.

Algumas perguntas podem ajudar a refletir como andam as nossas emoções:

1- Você se sente permanentemente cansado?
2- Sente-se irritado com frequência durante seu dia?
3- Age com impulsividade para tentar resolver rápido alguma situação?
4- Sente-se ansioso com frequência?
5- Se considera uma pessoa reativa?
6- Explode com facilidade?

O primeiro passo para saber se algo não vai bem é observar o próprio comportamento frente a situações do dia a dia. Muitos se queixam de viver tensos como se fossem uma bomba-relógio prestes a explodir. Normalizam a ansiedade como padrão mesmo sentindo os prejuízos que decorrentes disso. 

De maneira geral, há uma ideia que é impossível trabalhar e transitar em sociedade sem se estressar, ou seja, é “normal” viver ansioso. Isso é um equívoco! O estresse é “para fora”, a serenidade é “para dentro”, portanto, é perfeitamente possível viver de forma serena mesmo estando submetido as urgências da vida moderna. Mas para isso é preciso desenvolver uma consciência emocional e autoestima para se proteger das situações caóticas. 

Outro ponto central da campanha é o combate ao silêncio. Ainda existe um estigma significativo em torno de temas como depressão, ansiedade e esgotamento emocional. Por isso, muitas pessoas sofrem em silêncio por medo de julgamento ou por acreditarem que quem não “aguenta o rojão” é fraco. 

O resultado, muitas vezes, é o adoecimento silencioso e prolongado, que se somatiza e vira algum diagnóstico de doença. Nessa hora, trata-se aquilo que se manifestou sem avaliar o que deu origem. Doenças cuja base é o estresse precisam ser tratadas na base, e poucos fazem isso. Uma pena! Deveríamos dar às questões emocionais a mesma importância que damos às materiais. 

Cuidar da saúde mental significa desenvolver uma blindagem para que os dissabores externos não comprometam a tranquilidade. Afinal, ter a mente em paz é como viver num palácio luxuoso - nesse caso, acessível a todos! 

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