Apertem os cintos: o Brasil terá o ano mais decisivo desde a redemocratização. Ou a democracia volta a respirar pelos dois pulmões (Executivo e Legislativo) ou continuará em respiração assistida por um Judiciário hipertrofiado, politizado e sem freios. Ironia das ironias: tudo em nome da “defesa da democracia”, aquela que hoje dispensa o voto impresso e auditável, o debate amplo e o direito ao contraditório. O teatro dos vampiros impera na terra do rei sem coroa, sem caráter e sem cabelo.
Foi nesse solo pantanoso que o bolsonarismo floresceu. Conservador nos valores, liberal na economia, tradicional nos costumes e assumidamente cristão, tornou-se a maior corrente político-ideológica na Direita do hemisfério sul, até aqui neste século XXI. Não por marketing, mas por confronto. O nosso líder maior, Jair Messias Bolsonaro, sempre disse que “o voto é a arma do cidadão numa democracia”. No ano em que resgatou a fé e a esperança do povo brasileiro, resumiu o espírito do movimento no lema que irrita os engenheiros do poder: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Jamais se tratou de um slogan vazio. Estamos falando da síntese de prioridades morais e da ética pública, algo que o sistema não conhece bem.
O professor Olavo de Carvalho advertia: “Quem domina o debate cultural, domina a política” (O Imbecil Coletivo, 1996). Não era poesia; era diagnóstico. O risco de uma elite que confunde poder com virtude e censura com civilidade requer vigília permanente. E qual é o resultado se a sociedade ceder, por um só momento? Um país onde decisões políticas vestem toga e votos viram rodapé.
Aqui entra o Senado, verdadeiro campo de batalha de 2026. É ali que se recompõe o sistema de freios e contrapesos. É ali que se escolhe entre a omissão confortável e a coragem institucional. Sem um Senado forte, consagrado por eleitores atentos, não há controle, não há limites, não há democracia substantiva. Há apenas uma gestão de narrativas.
Agora, cabe deixar claro: a Casa Alta do Estado Democrático de Direito não é para oportunistas, corruptos ou aventureiros. A combatividade deve ser diária e fiel às origens ideológicas que no sustentam. Como sempre digo, quando o óbvio precisa ser sussurrado, o poder já perdeu o pudor. A solução, portanto, não é um centro sonolento e nem uma direita envergonhada.
Em 2026, a esperança tem nome e sobrenome. É o bolsonarismo raiz — o único capaz de enfrentar, sem pedir licença, os vícios de um sistema corroído por interesses escusos e devolver ao povo aquilo que sempre foi seu: a última palavra.
Tenham todos um feliz Natal e Ano Novo. Meus amigos, a Direita vive em Minas Gerais.