Cristiano CaporezzoAtua, hoje, como Deputado Estadual pelo PL/MG. Cristão, é Policial Militar, Advogado e Escritor.

Flávio Bolsonaro e o diagnóstico do combate às organizações terroristas

Publicado em 10/06/2026 às 06:00.

É impressionante constatar que, naquilo que diz respeito ao enfrentamento do crime organizado, um pré-candidato à Presidência da República tenha conseguido colocar o tema no centro do debate nacional e internacional, em poucos dias, com mais intensidade do que vimos ao longo de quase duas décadas de governos do PT. Refiro-me ao senador Flávio Bolsonaro, que tem chamado a atenção dos brasileiros para uma realidade que muitos preferem ignorar: o poder econômico, político e territorial das facções criminosas que avançam sobre o nosso país.

Como deputado estadual por Minas Gerais e pré-candidato a deputado federal pelo PL, considero uma grande alegria receber Flávio Bolsonaro em nosso Estado, bem como tê-lo acompanhado, anteriormente, na comitiva que esteve em Washington nos Estados Unidos. Minas vive um momento que exige coragem e firmeza das autoridades. Temos acompanhado o crescimento da influência do crime organizado, que se expande por diferentes regiões, diversifica suas atividades ilícitas e busca ocupar espaços deixados pela ausência do Estado. Essa é uma realidade que precisa ser revertida antes que alcance níveis irreversíveis.

Os números ajudam a dimensionar a gravidade do problema. Estimativas amplamente divulgadas apontam que, se PCC e Comando Vermelho fossem considerados uma empresa, ocupariam a sexta posição entre as maiores organizações econômicas do Brasil, com cerca de R$ 150 bilhões. Estariam atrás apenas das gigantes Petrobras, Itaú Unibanco, Vale, Ambev e WEG.

A comparação se torna ainda mais alarmante quando transportamos esses valores para o universo das grandes fortunas. Se PCC e Comando Vermelho fossem uma única pessoa, teriam patrimônio estimado em cerca de R$ 150 bilhões, figurando como o segundo maior bilionário do país, atrás apenas de Eduardo Saverin, cofundador do Facebook. Superariam nomes como Vicky Safra, André Esteves e Jorge Paulo Lemann. Teriam, inclusive, aproximadamente três vezes mais patrimônio do que Fernando Roberto Moreira Salles, fundador do Itaú.

Ou seja, não estamos lidando apenas com grupos criminosos comuns. Estamos diante de verdadeiros conglomerados do crime, com capacidade financeira gigantesca, poder de corrupção, influência sobre territórios inteiros e condições de desafiar o próprio Estado brasileiro – ou, caso as apurações assim demonstrem, trabalharem ao lado do próprio Estado gerido pelo PT.

Minas tem uma história de coragem e compromisso com a liberdade. Tenho convicção de que nosso Estado pode liderar uma reação firme contra o avanço das facções criminosas. A presença de Flávio Bolsonaro em Minas simboliza exatamente essa disposição de enfrentar um dos maiores desafios do Brasil contemporâneo.

É hora de encarar a realidade, abandonar quaisquer omissões e construir uma estratégia nacional capaz de devolver ao povo brasileiro a tranquilidade e a segurança que lhe pertencem por direito.

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por