O debate sobre prioridades nunca foi tão necessário. Em um país com carências históricas em áreas essenciais, e que a Esquerda tanto explora de modo simplista, eleitoreiro e manipulador, chama atenção o volume de recursos destinados a deslocamentos oficiais no atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva – o maior turista, hoje, do Planeta Terra. Não se trata de negar a importância da diplomacia, mas de questionar a proporcionalidade e, sobretudo, o custo-benefício dessas escolhas.
Os números são eloquentes. Eles gritam. Eles berram. Eles esperneiam. Enquanto o primeiro mandato de Donald Trump registrou cerca de R$ 1 bilhão em gastos com viagens (em 19 deslocamentos), e o governo de Joe Biden somou aproximadamente US$ 1,2 bilhão (em 21 viagens), o governo Lula já alcança a marca de R$ 7,35 bilhões, considerando deslocamentos nacionais e internacionais, em 45 viagens; ou seja, mais que o dobro das últimas duas gestões norteamericanas completas. A discrepância não pode ser ignorada. Ao contrário, estou aqui para escancarar o que poucos têm a decência de estudar e vocalizar.
Mais do que um valor absoluto, o que se impõe é a reflexão sobre o que poderia ser feito com esse montante. Estamos falando de recursos capazes de viabilizar cerca de 40 mil moradias populares, pavimentar quase 3 mil quilômetros de rodovias, construir 84 hospitais completos, com UTI e centro cirúrgico. Em um país onde filas do SUS ainda desafiam a dignidade humana, esse contraste é inevitável. Até porque, a este dado se somam 2.660 unidades básicas de saúde e, pasmem, 122.500 tratamentos oncológicos completos.
A questão central não é apenas contábil. Estamos falando de moral e ética. Cada real gasto carrega consigo uma escolha. Optar por despesas elevadas com viagens, ainda que justificadas sob o argumento da articulação internacional, implica abrir mão de investimentos diretos na qualidade de vida da população. Significa sambar na cara do brasileiro mais humilde, como a escola rebaixada – que contou a história do “descondenado” – o fez. E mal.
Governar é, essencialmente, estabelecer prioridades. E o Brasil, com seus desafios estruturais, exige decisões que dialoguem com as necessidades mais urgentes de seu povo. O debate público precisa encarar esses números com seriedade, sem reducionismos, mas também sem fisiologia barata. Afinal, recursos públicos não são infinitos, e a responsabilidade sobre sua aplicação deve ser proporcional à confiança depositada pela sociedade.
Como ensinou o grande G.K. Chesterton, “uma coisa morta pode seguir a correnteza, mas somente uma coisa viva pode contrariá-la”. O governo Lula morreu e a matemática não nos deixa mentir. O retorno da vida virá em 6 de outubro, com Flávio Bolsonaro. Simples assim.
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