Cristiano CaporezzoAtua, hoje, como Deputado Estadual pelo PL/MG. Cristão, é Policial Militar, Advogado e Escritor.

Lula, R$ 7 bilhões de 'turismo' e a vida real

Publicado em 06/05/2026 às 06:00.

O debate sobre prioridades nunca foi tão necessário. Em um país com carências históricas em áreas essenciais, e que a Esquerda tanto explora de modo simplista, eleitoreiro e manipulador, chama atenção o volume de recursos destinados a deslocamentos oficiais no atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva – o maior turista, hoje, do Planeta Terra. Não se trata de negar a importância da diplomacia, mas de questionar a proporcionalidade e, sobretudo, o custo-benefício dessas escolhas.

Os números são eloquentes. Eles gritam. Eles berram. Eles esperneiam. Enquanto o primeiro mandato de Donald Trump registrou cerca de R$ 1 bilhão em gastos com viagens (em 19 deslocamentos), e o governo de Joe Biden somou aproximadamente US$ 1,2 bilhão (em 21 viagens), o governo Lula já alcança a marca de R$ 7,35 bilhões, considerando deslocamentos nacionais e internacionais, em 45 viagens; ou seja, mais que o dobro das últimas duas gestões norteamericanas completas. A discrepância não pode ser ignorada. Ao contrário, estou aqui para escancarar o que poucos têm a decência de estudar e vocalizar.

Mais do que um valor absoluto, o que se impõe é a reflexão sobre o que poderia ser feito com esse montante. Estamos falando de recursos capazes de viabilizar cerca de 40 mil moradias populares, pavimentar quase 3 mil quilômetros de rodovias, construir 84 hospitais completos, com UTI e centro cirúrgico. Em um país onde filas do SUS ainda desafiam a dignidade humana, esse contraste é inevitável. Até porque, a este dado se somam 2.660 unidades básicas de saúde e, pasmem, 122.500 tratamentos oncológicos completos.

Na segurança pública, 30 mil viaturas policiais equipadas ou mais de 400 delegacias estariam nas ruas, se a gastança com as futilidades e vaidades palacianas não falassem mais alto. Na educação, poderíamos avançar com 408 de novos campus de universidades federais. Não era essa, até outro dia, o slogan do PT? “Brasil, pátria educadora”. Piada de mau gosto. E para completar, na assistência social, a implementação de 1.470 novos restaurantes populares em larga escala ajudaria diretamente no combate à fome.

A questão central não é apenas contábil. Estamos falando de moral e ética. Cada real gasto carrega consigo uma escolha. Optar por despesas elevadas com viagens, ainda que justificadas sob o argumento da articulação internacional, implica abrir mão de investimentos diretos na qualidade de vida da população. Significa sambar na cara do brasileiro mais humilde, como a escola rebaixada – que contou a história do “descondenado” – o fez. E mal.

Governar é, essencialmente, estabelecer prioridades. E o Brasil, com seus desafios estruturais, exige decisões que dialoguem com as necessidades mais urgentes de seu povo. O debate público precisa encarar esses números com seriedade, sem reducionismos, mas também sem fisiologia barata. Afinal, recursos públicos não são infinitos, e a responsabilidade sobre sua aplicação deve ser proporcional à confiança depositada pela sociedade.

Como ensinou o grande G.K. Chesterton, “uma coisa morta pode seguir a correnteza, mas somente uma coisa viva pode contrariá-la”. O governo Lula morreu e a matemática não nos deixa mentir. O retorno da vida virá em 6 de outubro, com Flávio Bolsonaro. Simples assim.

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