Ao lado de Nikolas e Flávio Bolsonaro, Cleitinho oficializa apoio ao candidato liberal: ‘é 22’
Governador eleito por Minas, Azevedo já fazia campanha para Flávio, mesmo em divergência sobre o fim da escala 6x1

O novo governador de Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos) oficializou o apoio e voto em Flávio Bolsonaro, em Brasília, onde cumpre agenda nesta quinta-feira (8). Em vídeo publicado pelo deputado federal eleito, Nikolas Ferreira (PL), Azevedo aparece ao lado do compatriota e de Flávio fazendo com os dedos o símbolo do número do candidato ao ser questionado em quem votaria no segundo turno da eleição presidencial.
“É 22, vão bora? (sic)”, disse o senador mineiro.
Em coletiva à imprensa, Cleitinho reforçou que desde o início do ano, quando Flávio disse que seria candidato, ele o apoiaria na corrida eleitoral, mesmo divergindo da opinião dele sobre o fim da escala 6x1. Azevedo relembrou que no primeiro turno fez campanha para o “filho zero um” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já nesta curta campanha do segundo turno, Cleitinho revelou que, ao lado de Luís Eduardo Falcão, o vice-governador, pretende reunir os prefeitos de Minas para buscar votos a favor de Flávio.
"Minas tem mais de 853 municípios e a gente quer fazer até uma convenção, uma agenda com os prefeitos pra poder intensificar também e rodar o estado inteiro", falou Azevedo.
Ainda nesta tarde, o novo governador se reuniu com o ex-procurador da República Deltan Dallagnol. “Vou te representar bem lá”, disse Deltan, eleito senador pelo Paraná. Cleitinho respondeu: “faça justiça o ano que vem lá”.
Eleito com folga
Cleitinho Azevedo saiu das urnas sendo eleito ainda no primeiro turno. Ele obteve 55,34% dos votos válidos, encerrando uma candidatura marcada por idas e vindas.
O senador adiou sucessivamente a decisão sobre disputar o Governo e não participou da convenção estadual do Republicanos e alternou declarações sobre a corrida eleitoral. Após confirmar que concorreria ao Palácio Tiradentes, chegou a desistir da disputa e voltou atrás menos de 24 horas depois.
Em 3 de agosto, Cleitinho anunciou que não disputaria o Governo. Na ocasião, afirmou que pretendia priorizar a família após a morte do irmão, Matheus Azevedo. A decisão foi tratada pelo comando nacional do partido como assunto encerrado.
No dia seguinte, durante a convenção nacional do Republicanos, em Brasília, o senador mudou novamente de posição. Cleitinho afirmou que havia decidido desistir em um momento de fragilidade emocional e pediu uma nova oportunidade para permanecer na disputa. A candidatura foi mantida, encerrando o impasse que havia marcado as semanas anteriores.