vice de Cleitinho

Após fala sobre Falcão, Justiça Eleitoral condena Mateus Simões

Direito de resposta terá de ser publicado nas redes sociais

Leandro Alves* e Ana Luísa Ribeiro
@leandroalves04 e aribeiro.hojeemdia.com.br
Publicado em 28/09/2026 às 15:33.Atualizado em 28/09/2026 às 15:35.
Simões poderá recorrer da decisão dentro de um prazo de dois dias, o mesmo para a veiculação do direito de resposta. (Tauan Alencar/MME)
Simões poderá recorrer da decisão dentro de um prazo de dois dias, o mesmo para a veiculação do direito de resposta. (Tauan Alencar/MME)

O governador de Minas, Mateus Simões (PSD), terá de retirar das redes sociais postagens em que afirma que o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), é investigado em uma CPI municipal sobre fraudes na saúde. Falcão é candidato a vice-governador na chapa de Cleitinho Azevedo (Republicanos). 

Na decisão - publicada nesse domingo (27) - o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) deu parecer favorável ao pedido de resposta solicitado pelo ex-prefeito, afirmando que a fala de Simões “não encontrou respaldo documental”. 

Conforme a decisão, o Instagram terá de tornar a publicação indisponível em um prazo de 24 horas, contados a partir da decisão do TRE-MG. Caso não o faça, a empresa está sujeita a multa diária no valor de R$ 2.000,00.

“A liberdade de expressão e a amplitude da crítica política não eliminam a responsabilidade pela divulgação de afirmações factuais objetivamente verificáveis”, declarou o juiz auxiliar Jair Francisco dos Santos, responsável pelo caso. 

Além de retirar o conteúdo, Simões ainda terá de publicar um vídeo de direito de resposta nas redes sociais. O candidato à reeleição poderá recorrer da decisão dentro de um prazo de dois dias, o mesmo para a veiculação do direito de resposta. 

Defesa de Falcão

Como argumentação, a defesa de Falcão apresentou uma declaração assinada pelo relator da CPI,  Paulo Augusto Corrêa (Podemos). Nela, o parlamentar afirma que o ex-prefeito “não figura como investigado no âmbito da CPI nº 02/2026”. 

As assessorias de Mateus Simões e Cleitinho Azevedo foram procuradas pelo Hoje em Dia, mas não responderam até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações. 

*Estagiário, sob a supervisão de Paulo Duarte

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