
O senador Rodrigo Pacheco vai deixar o PSD e assinar a filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) nesta quarta-feira (1°). O evento será realizado às 19h, na sede do partido, em Brasília, com a presença do presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, do presidente estadual do partido e prefeito de Conceição do Mato Dentro, Otacílio Costa Neto, além do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).
A decisão ocorre na véspera do fechamento da janela partidária para quem pretende disputar as eleições. O senador, que é o preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para concorrer ao Governo de Minas, está atualmente no PSD, partido que tem como pré-candidato ao Palácio Tiradentes o governador Mateus Simões (PSD).
Durante a agenda de Lula em Betim, em 20 de fevereiro, Pacheco revelou que havia uma “forte tendência” para a saída dele do partido. Na ocasião, o senador disse que a mudança está relacionada a divergências com o posicionamento do PSD no Estado.
“Essa também é uma indefinição, há uma tendência forte de eu não permanecer no PSD em razão da posição tomada pelo partido em Minas, algo com que eu não me alio, não me filio”, afirmou.
O senador disse ainda que respeita a decisão da legenda, mas indicou que busca um caminho político diferente para o estado. “O PSD tomou outro rumo, eu respeito isso, então há uma tendência da minha saída do partido”.
Pacheco não descarta candidatura
Também durante a agenda do presidente na Grande BH, Pacheco abordou a possibilidade de disputar o Governo de Minas em 2026, mas afirmou que a decisão ainda depende de uma série de fatores políticos e pessoais.
“Ser governador do Estado é um orgulho muito grande para todas as pessoas que estão na política. Não há dúvida disso. Mas essa é uma avaliação que tem que ser feita com muita responsabilidade”, disse à época.
Apesar de ser apontado como um dos principais nomes para a disputa, o senador afirmou que sua candidatura não é indispensável e disse que há outros nomes para a composição de uma chapa majoritária. "Há alternativas no estado que precisam ser consideradas”, declarou.
O senador mencionou nomes como a prefeita de Contagem, Marília Campos, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, o vereador Gabriel Azevedo e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite.
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