Audiência pública

'Banco Central não é palanque', dispara Galípolo em bate-boca com Renan Calheiros no Senado

Conforme o presidente do BC, o órgão federal não deve reagir à pressão

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 19/05/2026 às 15:59.Atualizado em 19/05/2026 às 16:12.
O presidente do BC defendeu a atuação da autoridade monetária no caso do Master, acusado de fraudes bilionárias no sistema financeiro (Lula Marques/Agência Brasil)
O presidente do BC defendeu a atuação da autoridade monetária no caso do Master, acusado de fraudes bilionárias no sistema financeiro (Lula Marques/Agência Brasil)

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, discutiu com o senador Renan Calheiros (MDB), nesta terça-feira (19), durante audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O bate-boca começou quando Calheiros afirmou que o BC tentou “viabilizar” a venda do Banco Master para o Banco Regional de Brasília (BRB) - banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF) - em abril de 2025.

Neste momento, Galípolo disse que a informação estava errada. “O Banco Central está respondendo até agora, ao Tribunal de Contas, uma acusação por não ter autorizado (a venda). O Banco Central e seus funcionários foram expostos e caluniados sistematicamente nas ruas de Brasília, porque não toparam”, relatou o chefe do BC. 

Questionado pelo senador emedebista sobre a necessidade de uma reação pública sobre um Projeto de Lei - apresentado na Câmara dos Deputados -  que possibilitaria a exoneração de diretores e presidentes do órgão federal, Galípolo disse que o Banco Central “não é palanque”. “O Banco Central não tem que reagir à pressão”, completou o dirigente. 

O presidente do Banco Central voltou a defender ainda que a liquidação do Banco Master não criava risco sistêmico no mercado financeiro que poderia repercutir em uma crise bancária geral.

Entenda o envolvimento entre Master e BRB

A venda de carteiras de investimentos do Master para o BRB, é investigada pela Polícia Federal, que suspeita de fraude em cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos vendidos. O banco brasiliense ainda tentou comprar o Master, mas a operação não foi autorizada pelo BC. 

A partir de janeiro de 2025, quando o Master começa a formar novas carteiras de investimentos em meio a problemas de liquidez, o BC cria um grupo específico para analisar essas carteiras. A liquidação extrajudicial do Banco Master ocorre dez meses depois, em 18 novembro de 2025, após a compra da instituição de Vorcaro pelo BRB ter sido negada.

Antes da liquidação, o Banco Master ainda propôs outra solução, que envolveria supostos investidores árabes que não chegaram a ser conhecidos pelo presidente do BC.

*Com informações da Agência Brasil

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