
Jair Bolsonaro (PL) deixou o Hospital DF Star, em Brasília, e foi levado de volta à prisão na Superintendência da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (7). O ex-presidente de 70 anos passou por exames após sofrer uma queda dentro da cela na tarde de terça-feira (6).
“Jair realizou os exames médicos e foi liberado. Encontra-se a caminho da Polícia Federal. Aguardamos os resultados dos exames. Destacamos que fomos impedidos de acompanhá-lo no retorno ao quarto”, disse a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, pelas redes sociais.
A realização de exames médicos do ex-presidente foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na manhã desta quarta-feira (7).
Queda e quadro clínico
A defesa de Jair Bolsonaro havia solicitado a remoção imediata ainda na terça-feira (6), pedido que foi inicialmente negado por Moraes até que fossem detalhados os exames necessários. Após os advogados apresentarem a lista, que inclui tomografia, ressonância e eletroencefalograma, o ministro deu o aval.
De acordo com o cirurgião Claudio Birolini, o ex-presidente sofreu um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve ao cair da cama na sala de Estado-maior. O relatório médico da PF confirmou o atendimento inicial, registrando que o paciente estava consciente, mas apresentava uma lesão superficial na face e relatos de tontura e soluços. Entre as hipóteses diagnósticas para o mal-estar estão interação medicamentosa e crise epiléptica.
Michelle Bolsonaro
A situação veio a público após uma postagem de Michelle Bolsonaro nas redes sociais. Ela relatou que o marido, de 70 anos, sentiu-se mal enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel da cela. O acidente ocorreu apenas seis dias após o político receber alta médica de um tratamento para hérnia e soluços persistentes.
O traumatismo cranioencefálico leve, também conhecido como concussão, é monitorado com cautela pelos médicos, embora geralmente apresente recuperação em 24 horas. A ida ao hospital particular serviu para descartar danos estruturais internos que não puderam ser identificados na avaliação preliminar feita dentro da superintendência.
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