Pensando no pós-Lula

Bolsonaro nega que Michelle será candidata à presidência em 2026 e fala sobre inelegibilidade

Hermano Chiodi
hcfreitas@hojeemdia.com.br
Publicado em 15/03/2023 às 16:57.Atualizado em 15/03/2023 às 16:57.
Michelle Bolsonaro publica mensagem nas redes sociais pedindo orações ao acompanhar a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro no Hospital DF Star, em Brasília, antes da cirurgia marcada para esta quinta-feira (25) (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Michelle Bolsonaro publica mensagem nas redes sociais pedindo orações ao acompanhar a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro no Hospital DF Star, em Brasília, antes da cirurgia marcada para esta quinta-feira (25) (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou que sua esposa, Michelle Bolsonaro (PL), deva ser candidata à presidência da República em 2026. Ele também falou sobre a possibilidade de se tornar inelegível caso seja considerado culpado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no processo que analisa a reunião que ele teve com embaixadores estrangeiros para criticar o sistema eleitoral brasileiro.

As falas de Bolsonaro foram dadas em encontro com empresários em Orlando, nos Estados Unidos, onde o ex-presidente está residindo desde 30 de dezembro do ano passado.

Sobre o futuro político da esposa, ele afirmou que Michelle tem uma “veia política” e admitiu que ela pode disputar algum cargo, mas não o de presidente. “Eu estou casado há 15 anos e tenho uma filha de 12, mas 'conheci' minha mulher no ano passado, quando ela discursou na convenção. Eu não sabia que ela tinha aquela capacidade. Ela fala muito bem. Ela foi fantástica; me ajudou na campanha; tem essa veia política”, declarou.

Inelegibilidade e prisão
Jair Bolsonaro lembrou que está sendo julgado no TSE, mas que qualquer decisão que coloque ele na prisão seria arbitrária. “Existem alguns casos no Brasil que você não precisa ter culpa para ser condenado. Então existe a possibilidade de inelegibilidade sim. Mas prisão seria arbitrariedade”.

O ex-presidente lamentou ainda os atos de vandalismo em Brasília, mas disse que não tem relação com eles. “Eu apenas respeitei os atos ali, em frente aos quartéis, porque é direito deles se manifestarem”.

Na opinião do ex-presidente, as prisões e a associação dos atos de vandalismo ao terrorismo seriam contrários à legislação brasileira e estratégias “para sepultar uma direita que ainda nem nasceu”. “O cara que está lá, no meu entender, não tem longa vida na política até pela idade dele. Vai sobrar então o poder ao partido político, vocês sabem qual é, e não tem liderança política, a verdade é essa”, declarou.

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