2º turno

Câmara aprova projeto que prevê até ar-condicionado nas salas de aula das escolas da rede municipal

Vereadores deram aval do texto que trata da implementação de climatização nas instituições públicas

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 09/04/2026 às 15:08.Atualizado em 09/04/2026 às 16:26.
Entre as medidas efetivas previstas, estão a promoção de adequações estruturais, adoção de práticas que favoreçam a ventilação e a proteção térmica, instalação de aparelhos de ar condicionado em salas de aula, refeitórios, cozinhas, quadras esportivas e outros espaços de uso coletivo (PBH)
Entre as medidas efetivas previstas, estão a promoção de adequações estruturais, adoção de práticas que favoreçam a ventilação e a proteção térmica, instalação de aparelhos de ar condicionado em salas de aula, refeitórios, cozinhas, quadras esportivas e outros espaços de uso coletivo (PBH)

Os vereadores de Belo Horizonte aprovaram em 2º turno o Projeto de Lei (PL) 235/2025, que prevê a implementação gradual de climatização nas escolas municipais. Em até cincos anos devem ser viabilizadas soluções para melhorar o conforto térmico nas unidades escolares. Entre as medidas previstas, estão a promoção de adequações estruturais, adoção de práticas que favoreçam a ventilação e a instalação de aparelhos de ar-condicionado em salas de aula, refeitórios, cozinhas e outros espaços de uso coletivo.

De autoria do vereador Helton Junior (PSD), a Política de Climatização Sustentável das Escolas Municipais de BH passa agora para redação final. A versão do texto aprovado pelos parlamentares terá ajustes propostos pelo líder de governo, Bruno Miranda (PDT). Com a sanção, a medida permite que o município busque recursos para viabilizar a política pública de forma sustentável. Os princípios e diretrizes da medida incluem o incentivo ao uso de energia renovável, especialmente solar.

A justificativa do PL 235/2025 aponta que, segundo o Censo Escolar 2023, apenas 1,03% das salas de aula da rede pública estão climatizadas, índice inferior ao da rede privada, “o que escancara a desigualdade”.

Rotina escolar em meio às ondas de calor

Ao defender a proposição no Plenário, Helton Junior reforçou que os eventos climáticos extremos têm ficado cada vez mais recorrentes em BH, sobretudo as ondas de calor, argumentando que, na rotina da educação, a falta de um ambiente adequado para o aprendizado contribui para o déficit educacional. A iniciativa pretende corrigir isso, criando um ambiente escolar mais resiliente e favorável para as atividades, pensando não só na qualidade de vida dos alunos, mas também dos professores e de toda a comunidade escolar.

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