Campanha de Flávio Bolsonaro escala coordenador da Operação Lava Jato para analisar sigilos de Lula
Ex-procurador Deltan Dallagnol ficará responsável por examinar documentos relacionados ao presidente, Lulinha, Janja e outras pessoas citadas pela campanha do senador

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, escalou nesta quinta-feira (22) o ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo) para analisar documentos relacionados a quebras de sigilo envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), familiares e pessoas ligadas a ele. Segundo a campanha, o objetivo é examinar os registros financeiros e identificar possíveis inconsistências.
De acordo com o material divulgado pela equipe de Flávio, o trabalho de Dallagnol inclui analisar documentos atribuídos a Lula e registros relacionados ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, à primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, e a outras pessoas mencionadas pela campanha. A equipe do presidenciável afirma que a análise pretende identificar movimentações financeiras e eventuais irregularidades.
Dallagnol ganhou projeção nacional à frente da força-tarefa da Operação Lava Jato, sendo o responsável por apresentar a primeira denúncia formal contra Lula no caso do triplex do Guarujá, há dez anos.
Carreira política
Em 2022, Deltan Dallagnol foi eleito deputado federal pelo Paraná, mas teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano seguinte, após decisão relacionada à sua saída do Ministério Público Federal.
A situação voltou a ser debatida neste ano, quando Dallagnol concorreu a uma cadeira de senador pelo Paraná. Antes do pleito, o registro do político foi alvo de disputas judiciais, levando até uma suspensão na campanha eleitoral.
Mesmo com um imbróglio sobre a candidatura, ele disputou o cargo e conquistou a vaga ao obter 2.904.594 votos (25,14%) no primeiro turno. O político aguarda agora o julgamento do registro de candidatura para assumir o cargo no Congresso Nacional no próximo ano.
Quebras de sigilos
A "briga" pela quebra de sigilos de Lula e Flávio Bolsonaro iniciou no último domingo (18) após o petista desafiar o Liberal durante o debate realizado pela Band. Na ocasião, Lula disse que abriria os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos, caso o adversário fizesse o mesmo.
Nessa quarta-feira (21), Flávio apresentou uma contrapartida para atender o pedido. À noite, Lula afirmou que aceitaria o que foi colocado pelo filho de Jair Bolsonaro e o aguardaria no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na manhã desta quinta-feira (22) para cumprir o trato. O fato acontece três dias antes do segundo turno que definirá a eleição presidencial.
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