
O ex-governador de Minas e candidato à presidência, Romeu Zema (Novo), prometeu que, caso eleito, vai privatizar as principais estatais do Brasil, como a Petrobras. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (6), durante uma sabatina na GloboNews.
Apesar da promessa, Zema se esquivou quando foi questionado sobre o prazo das privatizações, especialmente no caso da Petrobras. Ao ser perguntado se a medida será concluída durante o primeiro ano do mandato, iniciado em 2027, o candidato confirmou em um primeiro momento.
Porém, depois, o ex-governador disse que queria “fazer o mais rápido possível”, e que pretendia iniciar as privatizações pela Petrobras. “Mas nós sabemos que na política é imprevisível”, disse o candidato. “Eu vi isso claramente em Minas”.
O ex-governador também foi questionado sobre o histórico de privatizações no território mineiro, bandeira levantada por Zema desde o início do primeiro mandato, em 2019. As jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery pontuaram que a Cemig, principal estatal de Minas, não foi vendida nos últimos 7 anos, período em que o candidato esteve à frente da gestão.
Zema respondeu que iniciou a trajetória no Governo de Minas “sem capital político”, e que precisou dos primeiros anos de gestão para reconstruir o Estado. “Assumi um Estado falido e arruinado”, disse. “Meu primeiro governo foi para consertar Minas. Foi no segundo que nós fizemos os avanços.”
Críticas ao STF e uso de IA para substituir ministros
Durante a sabatina, Zema voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e prometeu fazer uma “reforma profunda no Judiciário” caso eleito presidente do Brasil. Durante a entrevista, voltou a chamar os ministros de “intocáveis” e disse que “parece que o país vive um regime de exceção, onde não se pode fazer sátira” - em alusão ao episódio envolvendo a investigação que ainda pode sofrer do STF por vídeo com fantoches imitando ministros.
O candidato defendeu, ainda, reduzir o número de magistrados no Judiciário para diminuir os impostos. “Tem muita coisa que um juiz faz hoje que a Inteligência Artificial pode assessorá-lo e ficar muito mais produtivo”, afirmou. “Ao invés de ter 10 mil juízes, você pode, ao longo do tempo, reduzir para 8 mil, e depois para 6 mil, porque eles vão ficar mais produtivos”.
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