Cleitinho diz que entrou na política 'para aparecer', mas que não tem 'medo de ser governador'
Em entrevista a O Globo, senador que aparece como líder nas pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas ataca correligionários e diz que queria ser comentarista de futebol ou apresentador de TV

Líder nas pesquisas eleitorais - antes mesmo de confirmar a pré-candidatura ao Governo de Minas - o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou ao jornal O Globo que “não tem medo de virar governador”, mas que entrou “na política para aparecer”. As declarações fazem parte da newsletter Jogo Político, publicada nesta sexta-feira (5).
Na entrevista ao editor de política Thiago Prado, Cleitinho evitou cravar que será candidato. Mas admitiu que o mistério sobre entrar nesta disputa eleitoral faz parte de uma estratégia. “Eu não preciso ficar latindo que sou candidato, não, quem tem que fazer isso é quem está lá atrás nas pesquisas. Se eu fico falando que sou, perde o encanto”, afirmou. “Só vou decidir depois, em junho eu quero é ver os jogos da Copa”.
A conversa promete repercutir no meio político, devido a falas polêmicas e ataques inclusive a correligionários – Cleitinho criticou o ex-deputado federal Eduardo Cunha, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, ligada à sigla. “Tenho nojo de qualquer coisa que envolva partido”, afirmou.
Segundo O Globo, Cleitinho admitiu ainda que “nunca” teve título de eleitor e que “só queria ser famoso”. “Na verdade, queria ser comentarista de futebol ou apresentador de TV igual ao Ratinho. Se um dia tiver uma proposta, largo essa merda aqui”, disse o senador, que é natural de Divinópolis, na região central de Minas, tem 44 anos e mandato como senador até 2031.
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