Cleitinho e Gabriel 'batem bola', Kalil e Simões trocam farpas e Roscoe mantém-se discreto
Candidatos discutiram sobre temas como saúde, segurança pública, infraestrutura, mineração e equilíbrio fiscal

O debate entre os candidatos ao Governo de Minas, realizado pela Band, teve momentos de cordialidade e ataques diretos na noite deste domingo (16). Enquanto Cleitinho (Republicanos) e Gabriel Azevedo (MDB) adotaram um tom amistoso e concordaram em temas diversos, Alexandre Kalil (PDT) e Mateus Simões (PSD) trocaram acusações - algumas, inclusive envolvendo suspeitas de corrupção. Flávio Roscoe (PL), por sua vez, teve uma participação mais discreta. Os candidatos debateram sobre temas como saúde, segurança pública, infraestrutura, mineração e equilíbrio fiscal.
Ao perguntar a Gabriel sobre a privatização da Cemig, Cleitinho chamou o adversário de “meu irmão” e questionou se o ex-vereador era favorável ou contrário à venda da estatal. Gabriel iniciou a resposta prestando solidariedade ao senador pela perda recente do irmão e, em seguida, afirmou ser contrário à privatização da companhia de energia.
O candidato também citou a Cemig Sim, subsidiária da companhia, e fez referência ao empresário Daniel Vorcaro. Gabriel afirmou que a empresa teria se transformado em um espaço de indicações políticas e pediu que Cleitinho tenha “cuidado” com as pessoas que o cercam.
Os dois também concordaram ao falar sobre a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Ambos defenderam o fim da apreensão de veículos por falta de pagamento do imposto.
Troca de farpas entre Kalil e Simões
Em outro momento do debate, Alexandre Kalil questionou Mateus Simões sobre corrupção no Governo de Minas. Na resposta, o candidato do PSD afirmou que qualquer integrante do governo investigado é imediatamente afastado e disse que a atual administração não protege servidores envolvidos em irregularidades.
Simões também atacou a gestão de Kalil à frente da Prefeitura de Belo Horizonte. O candidato disse ser autor de dois processos contra o ex-prefeito relacionados ao uso de aviões e afirmou que Kalil teria utilizado recursos públicos para viagens particulares. O atual governador também citou acusações de nepotismo e afirmou que o ex-prefeito foi condenado em processos relacionados ao caso.
Kalil rebateu e negou as acusações. O ex-prefeito afirmou que nunca respondeu a um processo de corrupção. Na réplica, Simões voltou a defender a gestão de Romeu Zema na área de transparência e disse que o Estado evoluiu no quesito.
Roscoe mais discreto
Ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe evitou confrontos diretos. De maneira serena, manteve o mesmo tom, não trocou farpas e evitou críticas diretas aos adversários. No entanto, acabou ficando um pouco "de lado", pois não foi a primeira opção de escolha dos demais para responder às perguntas.
Candidato do PL e apoiado por Flávio Bolsonaro, Roscoe aproveitou alguns momentos para fazer críticas ao Governo Federal. "Estou indignado com a situação do Brasil e de Minas. Já vi o desastre da gestão do PT em Minas. E não podemos deixar isso ocorrer novamente, sou o candidato da direita", afirmou.
11 candidatos disputam o Palácio Tiradentes
Onze candidatos disputam o Governo de Minas nas eleições de 2026. Para o primeiro debate, foram convidados Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB), Mateus Simões (PSD) e Patrus Ananias (PT). O critério foi a representatividade dos partidos no Congresso Nacional.
Com exceção de Patrus, os outros cinco foram aos estúdios da Band em Minas. O Partido dos Trabalhadores informou que Patrus não participou devido a um "conflito de agenda".
Além dos seis, também estão na disputa pelo Palácio Tiradentes: Ben Mendes (Missão), Henrique Áreas (PCO), Indira Xavier (UP), Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB).
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