Cleitinho melhora, mas cancela agendas após passar mal durante discurso contra Simões no Senado
Governador eleito de Minas sofreu pico de pressão arterial na quinta-feira (15); exames não apontaram alterações, mas parlamentar segue em repouso e sob acompanhamento médico

O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), apresentou melhora no quadro de saúde, mas teve todas as agendas públicas desta sexta-feira (16) adiadas, um dia após passar mal durante um discurso contra o atual governador, Mateus Simões (PSD), no Senado Federal. Segundo a assessoria do parlamentar, os exames realizados após um pico de pressão arterial apresentaram resultados normais, mas ele permanece em repouso preventivo e sob acompanhamento médico.
Em nota divulgada nesta sexta-feira, a equipe de Cleitinho informou que o governador eleito apresenta “melhora clínica progressiva e passa bem”. Ainda não há previsão para a retomada dos compromissos públicos.
“As agendas públicas desta sexta-feira foram adiadas e o retorno às atividades será informado em breve”, informou a assessoria.
O episódio ocorreu na quinta-feira (15), após Cleitinho discursar no plenário do Senado e fazer críticas à condução da transição do governo de Minas Gerais. O parlamentar precisou de atendimento do Serviço Médico de Emergência da Casa Legislativa.
Segundo o serviço médico do Senado, Cleitinho apresentou um pico de pressão arterial e frequência cardíaca um pouco elevada. Após receber medicação e hidratação, ele passou por exames de eletrocardiograma e enzimas cardíacas, que não apontaram alterações. Com a melhora do quadro clínico, foi liberado com orientação de repouso.
'Estou um pouco acelerado', disse Cleitinho durante discurso
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Cleitinho aparece discursando no Senado e comenta o próprio estado de saúde. “Eles me deram tanto remédio para tomar que eu estou um pouco assim, meio forte também. Mas eu vou passar ali no médico para ver o que é, que eu tô um pouco acelerado”, disse.
Apesar do mal-estar, o governador eleito afirmou que não poderia deixar de concluir o pronunciamento, que também foi marcado por agradecimentos à família, aos assessores e aos eleitores mineiros.
Cleitinho mencionou o pai e o irmão Matheus, que morreram, e refletiu sobre a trajetória política, iniciada como vereador e seguida pelos mandatos de deputado estadual e senador. “Então não poderia deixar de agradecer aqui. Talvez possa ser a minha última fala aqui no Senado”, afirmou.
O parlamentar também comentou a mudança de vida após a eleição para o governo de Minas e relembrou o período em que trabalhava vendendo verduras. Ao falar sobre o mandato que começará em janeiro, Cleitinho reconheceu que poderá cometer erros, mas prometeu trabalhar pelo desenvolvimento do estado. “Vai ter erro, vai ter equívoco, vai ter falha, mas vai ter mais acerto”, afirmou.
Mal-estar ocorreu após críticas a Mateus Simões
O episódio aconteceu após Cleitinho fazer críticas ao governador Mateus Simões durante um discurso no plenário do Senado. Na ocasião, o governador eleito pediu que Simões deixasse a “vaidade” de lado e não fizesse “sacanagem” com o povo mineiro, em meio às discussões sobre a transição de governo e a situação financeira do estado.
As declarações ocorreram um dia após a previsão de déficit no orçamento de Minas Gerais aumentar de R$ 8,87 bilhões para R$ 10,51 bilhões, conforme mensagem encaminhada pelo atual governador à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
O aumento de R$ 1,64 bilhão, equivalente a quase 20% da estimativa anterior, está relacionado à revisão das despesas previstas, que passaram de R$ 153,87 bilhões para R$ 155,50 bilhões.
Governo Simões defende transparência na transição
Em resposta às críticas, a assessoria de Mateus Simões afirmou, em nota enviada anteriormente ao Hoje em Dia, que a atual gestão mantém o compromisso com a transparência e com as contas públicas.
Segundo o governo, a transição foi iniciada de maneira profissional, em conformidade com as exigências legais, incluindo a publicação de informações no Diário Oficial de Minas Gerais.
A administração estadual também reconheceu a situação fiscal delicada, que afirmou ter sido herdada em 2019, e destacou a adoção de medidas de contenção de despesas e ampliação de receitas nos últimos anos.
A gestão informou ainda que o salário referente a dezembro de 2026, com pagamento previsto para janeiro de 2027, será depositado até o dia 6 de janeiro. Já o 13º salário dos servidores será pago integralmente ainda em 2026, em data a ser anunciada.
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