Cleitinho passa mal e precisa de atendimento médico no Senado após discurso inflamado contra Simões
Informação foi confirmada pelo Serviço Médico de Emergência da casa legislativa; governador eleito já foi liberado e recebeu orientação de manter repouso

O governador eleito de Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos), passou mal nesta quinta-feira (15), após discurso inflamado contra o atual chefe do Executivo estadual, Mateus Simões (PSD), no Plenário do Senado. O parlamentar teve um pico de pressão arterial e estava com frequência cardíaca "um pouco elevada".
É o que consta em nota do Serviço Médico de Emergência da Casa Legislativa. Segundo o comunicado, após resultados normais dos exames de eletrocardiograma e enzimas cardíacas, medicação, hidratação e consequente melhora do quadro clínico, Cleitinho foi liberado. O futuro governador recebeu orientação de manter repouso.
Cleitinho pediu para que Simões "deixe a vaidade” e não faça "sacanagem" com o povo mineiro
Durante o "recado" a Simões, Cleitinho pediu para que o governador "deixe a vaidade” e não faça "sacanagem" com o povo mineiro. O discurso ocorre em meio à transição do Governo e um dia após o déficit previsto no orçamento do Estado subir de R$ 8,87 bilhões para R$ 10,51 bilhões.
A projeção foi feita pelo próprio Simões em uma mensagem encaminhada à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O déficit projetado no orçamento do Estado aumentou R$ 1,64 bilhão, quase 20% acima do previsto. Ele se deve à projeção maior de despesas, que passam de R$ 153,87 bilhões para R$ 155,50 bilhões.
O que diz Mateus Simões
Por meio de nota, a assessoria de Mateus Simões informou que a atual gestão reafirma o compromisso com a transparência e com as contas públicas. Também disse que o processo de transição foi iniciado de maneira transparente e profissional. "É conduzido em conformidade com as exigências legais, incluindo as publicações realizadas no Diário Oficial de Minas Gerais, com acesso a todos os cidadãos mineiros".
A gestão Simões admitiu a delicada situação fiscal do Estado, que segundo o governo, foi "herdada em 2019". Conforme a nota, medidas gerais de contenção de gastos e ampliação das receitas foram executadas, o que permitiu o equilíbrio das contas públicas nos últimos anos.
"Por fim, já foi informado que o salário referente a dezembro de 2026, com pagamento previsto para janeiro de 2027, será depositado até 6 de janeiro. O 13º salário também será pago integralmente ainda em 2026, em data a ser divulgada em breve".
*Estagiária, sob supervisão de Renato Fonseca
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