De Flávio na frente à vitória de Lula: relembre 3 vezes em que Janones acertou em cheio nas eleições
Deputado antecipou a ultrapassagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula nas pesquisas, previu a liderança do senador no primeiro turno e apostou na vitória do petista no segundo

O deputado federal André Janones (Rede-MG) fez previsões sobre os rumos da eleição presidencial de 2026 que se confirmaram ao longo da disputa. Aliado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele antecipou a ultrapassagem de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas, previu que o senador terminaria o primeiro turno à frente do petista e apostou na vitória de Lula no segundo turno. Após o resultado das urnas, Janones voltou às redes sociais para reivindicar os acertos.
Na quinta-feira (22), durante uma transmissão ao vivo com Lula, Janones relembrou algumas das previsões e afirmou que o presidente já estava reeleito. O deputado também convocou seus apoiadores a recuperar as publicações em que havia antecipado os movimentos da disputa.
À frente do canal de WhatsApp Exército do Lula, que chegou a cerca de 10,8 milhões de seguidores, Janones mobilizou apoiadores com vídeos, hashtags e campanhas digitais. A atuação chamou a atenção até de adversários políticos, como Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), que afirmou que o trabalho do deputado na campanha seria estudado nos próximos anos.
Confira três previsões de Janones que se confirmaram durante as eleições:
1. Janones previu que Flávio Bolsonaro ultrapassaria Lula nas pesquisas
Em agosto, Janones usou o X, antigo Twitter, para prever que Flávio Bolsonaro ultrapassaria Lula nas pesquisas de intenção de voto até a segunda semana de setembro.
“Flávio (Bolsonaro) ultrapassará Lula até a segunda semana de setembro”, escreveu o parlamentar, que ainda lançou um desafio aos seguidores: “Salvem esse tuíte”.
Durante a live com Lula, Janones voltou ao episódio e afirmou que a previsão se confirmou exatamente na data indicada. Segundo ele, a publicação apontava o dia 14 de setembro como o momento em que o senador passaria à frente do presidente nas pesquisas.
2. Deputado antecipou liderança de Flávio no primeiro turno
Em setembro, Janones também alertou que Flávio Bolsonaro poderia vencer a eleição presidencial já no primeiro turno caso o cenário nas redes sociais não se alterasse.
Na avaliação do deputado, o candidato do PL poderia ganhar força na reta final da campanha por meio do voto útil, atraindo eleitores de outros nomes da disputa, como Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado.
Janones apontou o dia 28 de setembro como o início desse movimento. Em 4 de outubro, Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, confirmando outra previsão do parlamentar.
O resultado deixou o petista em segundo lugar na disputa e obrigou a campanha a buscar novos apoios para a etapa decisiva.
3. Janones apostou na vitória de Lula no segundo turno
Apesar de reconhecer o avanço eleitoral de Flávio Bolsonaro, Janones demonstrou confiança na vitória de Lula no segundo turno. Durante a transmissão ao vivo de quinta-feira (22), o deputado afirmou ao presidente que ele já estava reeleito.
A aposta se confirmou neste domingo (25), quando Lula derrotou Flávio e garantiu mais um mandato no Palácio do Planalto, revertendo a vantagem obtida pelo adversário no primeiro turno.
Antes mesmo da conclusão da apuração, Janones já havia orientado os integrantes do Exército do Lula a resgatar as publicações em que antecipara os resultados da disputa. A iniciativa reforçou duas marcas de sua atuação na campanha: a mobilização digital da militância petista e a reivindicação de reconhecimento por suas previsões e estratégias de comunicação.
Após a confirmação da vitória, Lula também agradeceu publicamente ao deputado e o chamou de “general”, em referência ao papel desempenhado na mobilização dos apoiadores.
O presidente afirmou ainda que a comunicação digital terá espaço ampliado em seu governo e prometeu fortalecer o diálogo direto com a população. O reconhecimento indica que a atuação de Janones nas redes sociais poderá continuar tendo relevância na estratégia política do novo mandato.