
A convenção da Federação União Progressista, integrada pelo União Brasil e pelo PP, reuniu filiados na noite de segunda-feira (3) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, mas terminou sem a confirmação do nome que disputará o governo do Estado ou o Senado. No evento, foram oficializados apenas os nomes de 54 candidatos a deputado federal e 78 a deputado estadual.
Apesar da ausência de um anúncio oficial sobre a chapa majoritária, o ex-secretário Marcelo Aro (PP) discursou no tom de pré-candidato ao Palácio Tiradentes e é apontado nos bastidores partidários como o principal nome para liderar a disputa ao governo estadual, principalmente após o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciar a desistência de entrar no pleito. A definição final deve ser anunciada até o prazo limite do calendário eleitoral.
Articulação e negociações em Brasília
Em entrevista, Aro declarou que o seu nome segue à disposição do grupo político. “Ficou definido que eu vou concorrer às eleições. Então, estou deixando para que eles [presidentes dos partidos e da federação], junto com os demais partidos, tomem a decisão de quem vai ser o cabeça de chapa, quem vai ser o vice, quem vão ser os senadores”, afirmou.
As conversas envolvem as executivas nacionais dos partidos em Brasília e incluem siglas como o PL e o Republicanos. Entre as possibilidades analisadas está a formação de uma chapa encabeçada por Aro, tendo o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), como vice, e o deputado federal Domingos Sávio (PL) na disputa pelo Senado.
Durante o evento, Aro criticou a atual condução do estado e defendeu maior presença administrativa. “Minas precisa de gestão, trabalho e política. Está faltando isso. Precisamos de pessoas determinadas, que entendam de gente, que entendam de administração, que pensem na Minas Gerais que estamos querendo”, declarou.
O pré-candidato também voltou a enfatizar a atuação prática para solucionar os problemas locais. “Primeiro, tem que ter gestão. Em segundo lugar, tem que ter trabalho. Nós vamos resolver o problema de Minas acordando cedo, indo colocar a mão na massa para fazer Minas Gerais dar certo”, acrescentou.
Ao abordar a renegociação da dívida do estado com o governo federal, Aro destacou o papel do diálogo político na busca por soluções financeiras. “Pagamos R$ 500 milhões por mês para o governo federal. E sabe como resolvemos isso? Com política. Conversando com os deputados, com os governadores. E isso precisa ser feito”, cobrou.
Prazos e calendário eleitoral
O encerramento das convenções partidárias poderão ser realizadas até quarta-feira (5), no limite fixado pela legislação eleitoral. Após essa etapa, as legendas têm até a data limite estabelecida para registrar formalmente as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando então será iniciada a campanha eleitoral oficial.