sete pontos desfavoráveis

Desaprovação do governo Lula cresce para 51%, segundo pesquisa Genial/Quaest

Este é o pior resultado desde julho de 2025, antes do tarifaço de Trump

Leandro Alves*
@leandroalves04
Publicado em 11/03/2026 às 15:29.Atualizado em 11/03/2026 às 16:44.
Segundo os números divulgados, a aprovação da gestão federal também caiu, chegando à 44% (Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
Segundo os números divulgados, a aprovação da gestão federal também caiu, chegando à 44% (Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

A desaprovação do governo Lula (PT) chegou a 51%, pior resultado desde julho de 2025, antes do tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O resultado foi apontado pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada na tarde desta quarta-feira (11). 

No levantamento divulgado no mês passado, o governo tinha 49% de desaprovação e 45% de aprovação - o último índice caiu para 44%. Ao todo, 2.004 brasileiros de 120 municípios foram ouvidos pela pesquisa, realizada entre 6 e 9 de março. 

De acordo com o cientista político e CEO da Quaest, Felipe Nunes, o nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. 

Avaliação do Governo

A avaliação do atual governo também piorou no último mês: 43% dos entrevistados consideram a gestão como negativa. A avaliação positiva oscilou negativamente, saindo de 33% para 31%. A menor variação foi entre quem enxerga o governo como regular. A oscilação foi de 26% para 25%.

De acordo com a pesquisa, diferentes fatores podem ter influenciado esta leitura: 47% dos entrevistados disseram terem sido impactados com notícias negativas sobre o governo, enquanto 24% afirmaram ter visto notícias positivas sobre a gestão no último mês.

“O noticiário foi tão negativo que fez a corrupção chegar à segunda posição entre os temas mais preocupantes do país (20%), atrás apenas da violência (27%)”, afirma o CEO da Quaest.

A piora na percepção sobre a economia e o resultado não esperado acerca do efeito da isenção do Imposto de Renda (IR) foram outros dois motivadores para a piora na avaliação. Para 48% dos entrevistados a economia piorou, enquanto 66%  disseram não terem sido impactados com a isenção do IR.

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