
Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), defenderam nesta terça-feira (15) que os casos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sejam julgados simultaneamente pelo plenário da Corte.
No voto proferido durante a sessão extraordinária, Dino afirmou que não há clareza quanto ao rito definido pelo presidente da casa, Edson Fachin, para julgar hoje somente o caso envolvendo Moraes.
O ministro defendeu que o procedimento para os dois casos deve ser o mesmo e ressaltou que Mendonça não pode ser julgado separadamente na sessão da próxima quarta-feira (23), como foi definido por Fachin.
"Por que um vai abrir o processo hoje e o outro, que seria o ministro André, na próxima semana?", questionou Dino.
Quem também apresentou discordâncias foi o ministro Cristiano Zanin. Ao iniciar a fala, o ministro acompanhou Dino. "Não é possível deliberarmos sobre algo que está, digamos assim, ainda sujeito a verificação se esses atos foram praticados de forma legítima", diz Zanin. Segundo ele, a lógica dos atos processuais foi invertida.
Entenda
O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa nesta terça-feira (15) um relatório da Polícia Federal elaborado a partir de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento reúne mensagens e anotações que fazem referências ao ministro Alexandre de Moraes e estão no centro da discussão entre os integrantes da Corte.
O julgamento também envolve a forma como o relator do caso, ministro André Mendonça, determinou a realização de medidas de investigação. Moraes questionou a condução do procedimento e negou ter mantido conversas com Vorcaro que indicassem favorecimento ao banco ou conhecimento prévio de operações policiais.
Entre os pontos analisados estão a validade dos procedimentos adotados durante a investigação e o conteúdo das informações reunidas pela PF a partir do aparelho de Vorcaro.
*com informações da Agência Brasil