Ex-deputado

Dino manda bloquear R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por suspeita de desvios em emendas parlamentares

Decisão do ministro atendeu a pedido da Polícia Federal, que investiga suposta atuação do ex-deputado no direcionamento de recursos públicos mesmo sem mandato

Gabriela de Castro*
gabriela.castro@hojeemdia.com.br
Publicado em 12/07/2026 às 16:37.Atualizado em 12/07/2026 às 16:45.
Investigação apura uma possível intervenção do ex-deputado Eduardo Cunha sobre o direcionamento de emendas parlamentares, apesar de ele não exercer mandato desde 2016 (José Cruz/ Agência Brasil)
Investigação apura uma possível intervenção do ex-deputado Eduardo Cunha sobre o direcionamento de emendas parlamentares, apesar de ele não exercer mandato desde 2016 (José Cruz/ Agência Brasil)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG). A decisão, divulgada neste domingo (12), ocorre após representação da Polícia Federal (PF), baseada nos desdobramentos da Operação Transparência.

Segundo o documento, assinado pelo ministro em 6 de julho, a investigação apura possível intervenção de Eduardo Cunha sobre o direcionamento de emendas parlamentares, apesar de ele não exercer mandato desde 2016. 

A PF afirma ter encontrado elementos indicando que o ex-parlamentar atuava como responsável pela definição e remanejamento das verbas por meio de uma servidora da Câmara dos Deputados. A funcionária já era investigada por outros registros irregulares de emendas.

De acordo com as investigações, trocas de mensagens com Cunha foram encontradas no telefone da servidora. O ex-deputado usou um terminal registrado com a abreviação “EC” para realizar as conversas. Ao pesquisar na base de dados disponíveis, os policiais descobriram que o número de telefone estava registrado no nome da companheira do ex-parlamentar.

No pedido, a PF solicitou ainda cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos e indisponibilidade de bens e valores do investigado. Entretanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR), ao ser intimada, se manifestou contra o deferimento das medidas cautelares, mas defendeu a continuidade das investigações e o rastreamento dos valores.

O Hoje em Dia não conseguiu contato com a defesa de Eduardo Cunha. O espaço segue aberto.

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