Eduardo teria 'poder' sobre o orçamento do filme de Jair Bolsonaro, diz Intercept
Reportagem afirma que deputado atuou como produtor-executivo de “Dark Horse” e participou de discussões sobre financiamento do projeto nos Estados Unidos

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teve poder sobre decisões financeiras e estratégicas do filme “Dark Horse”, produção biográfica sobre o ex-presidente preso Jair Bolsonaro, segundo documentos e mensagens obtidos pelo Intercept Brasil. A reportagem foi publicada nesta sexta-feira (15) e afirma que Eduardo agiu como produtor-executivo do longa, com participação direta em discussões sobre captação e gestão de recursos do projeto.
De acordo com o Intercept, um contrato de produção datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo em janeiro de 2024 coloca o parlamentar como produtor-executivo da obra ao lado de uma produtora sediada nos Estados Unidos.
Segundo o documento citado pela reportagem, os produtores-executivos tinham atribuições relacionadas ao desenvolvimento do filme, incluindo “considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme” e apoio na busca por investidores, incentivos fiscais, patrocínios e outras formas de captação de recursos.
A publicação afirma que os documentos contradizem declarações feitas por Eduardo Bolsonaro nas redes sociais, nas quais ele disse ter apenas cedido os direitos de imagem para o filme, sem exercer funções de gestão ou participação financeira no projeto. Também foram divulgadas mensagens atribuídas a Eduardo Bolsonaro enviadas a um empresário nas quais o deputado discute formas de envio de dinheiro aos Estados Unidos para financiar a produção.
Em um dos trechos reproduzidos pela reportagem, Eduardo afirma que “o ideal seria haver os recursos já nos EUA” e sugere acelerar as remessas financeiras para evitar demora no processo. As mensagens foram posteriormente encaminhadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em operação da Polícia Federal envolvendo o Banco Master.
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