Eleições em Minas: Federação formada por União e PP está aberta para diálogo com PT, garante Damião
Prefeito de Belo Horizonte afirma que decisões da federação serão tomadas em conjunto e diz que prioridade será o que “é melhor para Minas Gerais”

O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), afirmou nesta segunda-feira (20) que a federação formada por União Brasil e PP pretende dialogar com diferentes forças políticas, inclusive com o Partido dos Trabalhadores (PT), na construção da estratégia para as eleições deste ano. A declaração foi dada após a assinatura do contrato para a construção do Viaduto Ferradura, na sede do Ministério Público, na capital.
Questionado sobre as articulações políticas em andamento e o impacto da entrada do deputado federal Patrus Ananias (PT) na disputa pelo Governo de Minas, Damião afirmou que a federação ainda não definiu posicionamento e que todas as decisões serão tomadas em conjunto com as direções estadual e nacional dos dois partidos.
“Nós conversamos com todo mundo e com o Partido dos Trabalhadores não será diferente”, afirmou o prefeito, que é o coordenador da federação União Brasil-PP em Minas.
Ao comentar a possível candidatura de Patrus Ananias ao governo de Minas, Damião afirmou que mantém boa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o ex-ministro.
Patrus Ananias confirma pré-candidatura
O deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte, Patrus Ananias, foi oficializado como pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Governo de Minas neste segunda-feira (20). A confirmação foi feita pelo próprio parlamentar por meio de um vídeo publicado nas redes sociais.
A consolidação da pré-candidatura no Estado é tratada como prioridade pela cúpula partidária. Minas figura como o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, reunindo mais de 16 milhões de eleitores, e mantém o histórico de fiel da balança nas disputas nacionais. Desde a redemocratização, nenhum candidato chegou à Presidência da República sem vencer em território mineiro.
A escolha de Patrus Ananias ocorre após um ciclo de intensas negociações coordenadas pelo presidente Lula. O desenho inicial do Planalto previa o apoio à candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD), que optou por não concorrer ao Executivo estadual.
Em seguida, o comando nacional petista articulou o nome da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que preferiu manter o foco na disputa por uma vaga no Senado Federal.
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