Eleições: o que os candidatos ao Governo de Minas propõem para a educação?
Valorização de professores, combate à evasão, ensino em tempo integral, formação profissional e melhorias na estrutura das escolas aparecem entre as propostas dos 11 concorrentes

Melhorar a aprendizagem, valorizar professores, ampliar o ensino em tempo integral e profissionalizante e reduzir a evasão estão entre os principais pontos apresentados pelos 11 candidatos ao Palácio Tiradentes para a Educação. Os planos de governo também citam investimentos na infraestrutura das escolas, inclusão de alunos com deficiência e neurodivergentes, uso de tecnologias e fortalecimento da relação entre o Estado e municípios.
Apesar de temas em comum, as candidaturas apresentam diferenças na forma de organizar a rede. Há propostas de ampliar ou manter modelos atualmente existentes, reforçar avaliações e gestão por resultados, além de aproximar a formação escolar do mercado de trabalho. Outros candidatos criticam o modelo de escolas cívico-militares, sugerem ampliar a gestão direta do Estado e querem aumento da participação da comunidade escolar nas decisões.
Alexandre Kalil (PDT)
Alexandre Kalil propõe colocar a escola no centro da política educacional, com valorização dos profissionais, melhoria da infraestrutura e planejamento adaptado às diferentes regiões de Minas. O plano prevê reorganizar a formação continuada dos professores, aproximando a educação básica de universidades e institutos federais, instituições como UEMG e Unimontes, além de desenvolver programas permanentes de recuperação e manutenção das escolas.
Na aprendizagem, Kalil prioriza alfabetização, leitura, escrita, matemática, recuperação de conteúdos, redução da evasão e acompanhamento individual dos estudantes. Para o ensino médio, propõe estratégias de permanência, busca ativa, educação profissional e expansão do tempo integral com educação científica, cultura e esporte onde houver estrutura e projeto pedagógico adequado. Para ver o plano de governo completo, clique aqui.
Ben Mendes (Missão)
Ben Mendes propõe organizar a política educacional em torno da maior participação das famílias e comunidades. Entre os programas previstos está o Casa que Educa, que relaciona benefícios habitacionais estaduais à frequência e progressão escolar dos filhos.
O candidato também quer manter programas como o Pacto Mineiro pela Alfabetização, Busca Ativa Escolar e Trilhas de Futuro. O plano ainda prevê reduzir a dependência de professores temporários, criar residência docente, reforçar a autoridade do professor e apoiar institucionalmente a regulamentação federal do ensino domiciliar. Para ver o plano de governo completo, clique aqui.
Cleitinho (Republicanos)
Cleitinho quer concentrar esforços na alfabetização, recomposição da aprendizagem e combate à evasão, com busca ativa em parceria com assistência social e conselhos tutelares. O plano prevê ampliar e modernizar a educação em tempo integral, incluindo conteúdos de educação financeira, empreendedorismo, cidadania e competências práticas, além de introduzir tecnologia, programação, robótica e inteligência artificial na rede estadual.
O candidato também propõe reestruturar o Trilhas de Futuro conforme as vocações econômicas de cada região, reformar escolas e implantar laboratórios, bibliotecas, quadras e espaços de inovação. Para ver o plano de governo completo, clique aqui.
Flávio Roscoe (PL)
Flávio Roscoe propõe a chamada Gestão para Resultados Pedagógicos (GRP), com metas, planos de ação e acompanhamento contínuo de escola por escola. O plano dá prioridade ao ensino fundamental 2 e ao ensino médio, especialmente ao ensino de Língua Portuguesa e Matemática, e prevê ampliar o tempo integral, a educação inclusiva e o ensino profissionalizante, com prioridade para municípios de baixo IDH e regiões de forte atividade industrial.
Na valorização dos profissionais, Roscoe prevê formação continuada, desenvolvimento de lideranças escolares, formação de mestres e doutores, atualização do plano de carreira e programas de saúde e bem-estar. Para ver o plano de governo completo, clique aqui.
Gabriel Azevedo (MDB)
Gabriel Azevedo coloca a aprendizagem como eixo central da política educacional. O candidato propõe organizar a rede em torno de currículo "claro", métodos baseados em evidências, materiais didáticos, presença e orientação dos professores e avaliações usadas para identificar problemas e decidir onde concentrar recursos e apoio às escolas.
O plano prevê reduzir contratos temporários por meio de concursos regulares, fortalecer carreira e formação continuada e reorientar a supervisão estadual para aprendizagem e apoio pedagógico. Para ver o plano de governo completo, clique aqui.
Henrique Áreas (PCO)
O programa apresentado por Henrique Áreas defende aumentar os recursos para a educação pública e destinar mais verbas para o ensino em Minas. O candidato quer o fim dos vestibulares e o livre ingresso nas universidades.
Para os professores, defende piso nacional de pelo menos R$ 8,5 mil e jornada máxima de 30 horas semanais. O programa também propõe eleição direta para cargos de gestão nas escolas, administração universitária compartilhada por estudantes, professores e funcionários. Para ver o plano de governo completo, clique aqui.
Indira Xavier (UP)
Indira Xavier propõe ampliar a rede estadual, com atenção especial às áreas rurais e aos territórios indígenas e quilombolas. A candidata fala em cumprir o piso nacional da educação e realizar mais concursos públicos para preencher vagas na rede.
O plano prevê passe livre estudantil, ampliação do ensino técnico, fortalecimento da UEMG, Unimontes e Utramig. Indira também propõe políticas de diversidade e combate à violência e ao assédio nas escolas, além de ações de inclusão. Na educação infantil, defende ampliar o número de creches públicas. Para ver o plano de governo completo, clique aqui.
Mateus Simões (PSD)
Mateus Simões pretende dar continuidade à expansão do ensino em tempo integral e aprofundar a educação profissional e tecnológica, alinhando os cursos às vocações produtivas de cada região. O candidato também propõe modernizar práticas pedagógicas e ampliar a conectividade das escolas, com uso de recursos digitais para aprendizagem e personalização do ensino.
O plano prevê ainda fortalecer o atendimento a estudantes neurodivergentes, com deficiência e altas habilidades, apoiado pela formação continuada dos profissionais. Para ver o plano de governo completo, clique aqui.
Patrus Ananias (PT)
Patrus Ananias propõe uma política educacional voltada à redução das desigualdades regionais, inclusão e diversidade, com atenção às populações urbanas, rurais, indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Na educação básica, o plano prevê modernização da infraestrutura e da tecnologia das escolas, valorização dos professores, ampliação da educação integral e cooperação entre Estado e municípios.
Entre as medidas estão ampliar o número de servidores efetivos por concursos, fortalecer a Educação de Jovens e Adultos, integrar o ensino médio à formação técnica, combater a evasão e apoiar a construção de um novo Plano Estadual de Educação. Para ver o plano de governo completo, clique aqui.
Túlio Lopes (PCB)
Professor Túlio Lopes defende a universalização de uma escola pública, laica, crítica e de tempo integral, com formação geral e técnica. O plano propõe extinguir as escolas cívico-militares e criar o modelo de Escolas Populares, com formação politécnica. Também prevê Conselhos Populares de Educação com participação nas decisões sobre cursos técnicos, orçamento e projeto pedagógico.
Entre as propostas estão ampliar bibliotecas, laboratórios, áreas esportivas e demais estruturas escolares e criar um programa estadual de alimentação para toda a educação básica, com fornecimento majoritário da agricultura familiar. Para ver o plano de governo completo, clique aqui.
Rafael Duda (PSTU)
Rafael Duda propõe destinar 30% da arrecadação estadual à educação, reverter o leilão de 95 escolas e acabar com modelos de gestão privada por PPPs, organizações sociais e fundações privadas. O candidato também defende universalizar o acesso à educação pública, ampliar a construção de escolas, promover busca ativa de estudantes e fortalecer a educação inclusiva, com atendimento especializado, acessibilidade e tecnologia assistiva nas escolas.
Para os profissionais, Duda defende pagamento do piso nacional, plano de carreira, concursos públicos e fim gradual da terceirização. Para ver o plano de governo completo, clique aqui.
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