PLANOS DE AÇÃO

Eleições: o que os candidatos ao Governo de Minas propõem para a saúde?

Planos de governo citam redução do tempo de espera, regionalização do atendimento e uso de tecnologia

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 16/09/2026 às 14:23.Atualizado em 16/09/2026 às 15:08.
Foto ilustrativa gerada com uso de IA (Freepik/Divulgação)
Foto ilustrativa gerada com uso de IA (Freepik/Divulgação)

Reduzir filas, ampliar o atendimento e melhorar a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) nas cidades mineiras estão entre as principais propostas dos candidatos ao Governo do Estado para a área da Saúde. Os planos apresentados pelos 11 concorrentes ao cargo máximo do Palácio Tiradentes citam medidas para atenção básica, hospitais regionais, saúde mental e atendimento especializado, além do uso da tecnologia e da valorização dos profissionais.

Muitos prometem descentralizar a saúde, ou seja, levar mais investimentos para o interior do Estado. Apesar de pontos em comum, as candidaturas apresentam caminhos diferentes para enfrentar os problemas.

Há propostas de ampliação e reorganização da rede existente, construção ou conclusão de hospitais, fortalecimento da gestão pública e mudanças na relação com municípios. Parte dos candidatos defende maior participação da iniciativa privada, enquanto outros propõem o fim de contratos e modelos de gestão em parceria com empresas privadas.

Alexandre Kalil (PDT)

Alexandre Kalil (PDT) promete retomar o papel do Estado na coordenação do SUS e organizar a rede de acordo com as necessidades de cada região. Entre as principais propostas estão a regionalização do atendimento, o fortalecimento das unidades de saúde e da parceria com municípios, consórcios, hospitais públicos e filantrópicos e universidades. O candidato quer usar dados sobre filas, deslocamentos, oferta de serviços e resultados para orientar investimentos e reduzir as desigualdades entre as regiões.

O plano prevê fortalecimento da atenção primária, expansão da estratégia Saúde da Família, equipes multiprofissionais, telessaúde e saúde bucal. Kalil também defende reorganizar as redes de atendimento especializado, urgência e emergência, saúde materna e infantil, saúde mental, oncologia e doenças crônicas. Entre as medidas estão melhorar a regulação, fortalecer o Tratamento Fora de Domicílio, integrar Samu, Corpo de Bombeiros e transporte aeromédico, concluir hospitais regionais e reorganizar a Fhemig. 

O candidato ainda promete ampliar CAPS, atenção domiciliar, reabilitação, políticas para mulheres, crianças, idosos, pessoas com deficiência, população negra, indígenas, quilombolas e LGBTQIA+, além de fortalecer a Funed, a Hemominas e a saúde digital. Para ver o plano de governo completo, clique aqui.  

Ben Mendes (Missão)

Ben Mendes (Missão) promete reorganizar o atendimento para direcionar cada paciente ao serviço considerado adequado à sua necessidade. Na atenção primária, defende que o acesso aos serviços secundários e terciários seja feito, como regra, por encaminhamento de uma unidade básica, com exceção dos casos de urgência e emergência. O candidato quer criar uma central de telemedicina para atendimentos de sintomas sem risco imediato e ampliar o uso da telemedicina em consultas com especialistas.

Na atenção especializada, projeta concentrar médicos em estruturas regionais e estabelecer critérios para entrada na fila de regulação hospitalar. O plano prevê protocolos estaduais para procedimentos de média e alta complexidade, criação de polos de especialidades e fortalecimento dos hospitais regionais e da Fhemig. 

Outra proposta é fornecer diretamente aos pacientes órteses e próteses pelo Estado, seguindo normas da ANS. Para ver o plano de governo completo, clique aqui

Cleitinho (Republicanos)

Cleitinho promete criar uma Tabela Mineira de Procedimentos Estratégicos para complementar o financiamento federal de exames, consultas especializadas e cirurgias eletivas. O candidato também mira concluir e ter 100% de funcionamento dos cinco hospitais regionais previstos para Teófilo Otoni, Governador Valadares, Divinópolis, Sete Lagoas e Conselheiro Lafaiete. Outra proposta é o programa Reativar Minas, voltado ao diagnóstico e à recuperação de leitos, maternidades, UTIs e centros cirúrgicos considerados subutilizados.

Na atenção básica, o candidato quer apoiar os municípios na construção, ampliação e modernização de UBSs, além de ampliar o uso de exames rápidos e teleassistência. Também prevê integração entre Samu, UPAs, hospitais e regulação. Na área digital, defende a criação de sistemas para que o cidadão consulte o estoque de medicamentos e acompanhe consultas, exames, encaminhamentos e procedimentos. 

O plano ainda inclui expansão da telessaúde, fortalecimento da saúde mental e da Rede de Atenção Psicossocial e valorização da Fhemig, Hemominas e Funed. Para ver o plano de governo completo, clique aqui

Flávio Roscoe (PL)

Flávio Roscoe (PL) promete tornar públicos os tempos médios de espera por cirurgias eletivas e exames de diagnóstico em cada macrorregião de Minas. O candidato quer criar um painel único, acessível por aplicativo, para que o cidadão acompanhe em tempo real a fila.

Outra proposta é ampliar a cobertura da atenção primária nas regiões Norte, Jequitinhonha e Mucuri. Roscoe projeta reduzir a mortalidade materna, estabelecendo como meta chegar a menos de 25 mortes para cada 100 mil nascidos vivos até o fim de um eventual mandato. Para ver o plano de governo completo, clique aqui

Gabriel Azevedo (MDB)

Gabriel Azevedo (MDB) quer reduzir filas por meio da integração regional do SUS e do fortalecimento dos consórcios de saúde. O candidato defende organizar a rede antes da criação de novas estruturas físicas e promete ampliar a transparência das filas, com divulgação de dados sobre o tempo de espera e o percurso dos pacientes. Também quer fortalecer a atenção primária para que ela consiga resolver mais demandas antes do encaminhamento para serviços especializados.

O candidato ainda projeta priorizar prevenção, vacinação e vigilância em saúde, além de criar forças-tarefa regionais para enfrentar filas de especialidades e procedimentos de média complexidade. O plano prevê uso de telemedicina, integração dos sistemas e prontuário único. 

Também há propostas voltadas ao envelhecimento da população e à saúde mental, com linhas de cuidado para idosos, doenças crônicas e transtornos mentais. Para ver o plano de governo completo, clique aqui

Henrique Áreas (PCO)

Henrique Áreas (PCO) promete ampliar os recursos destinados à saúde e acabar com a gestão privada no setor. O candidato defende um plano emergencial para construir hospitais e postos de saúde, além da retomada do programa Mais Médicos e da validação imediata dos diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros residentes no país.

O plano prevê abrir cursos de medicina, enfermagem e outras áreas da saúde nas universidades públicas, sem vestibular, para ampliar o número de profissionais. Henrique quer estabelecer piso salarial de R$ 8 mil para trabalhadores da saúde. Para ver o plano de governo completo, clique aqui

Indira Xavier (UP)

Indira Xavier (UP) quer ampliar os investimentos no SUS e fortalecer a atenção primária com mais recursos e apoio técnico aos municípios. A candidata também defende o fim das Parcerias Público-Privadas na saúde, incluindo contratos com fundações e organizações sociais, e promete realizar concursos públicos para ampliar o quadro efetivo de profissionais.

O plano prevê garantir atendimento de saúde em todo o território mineiro, incluindo áreas rurais e comunidades indígenas e quilombolas. Indira também quer ampliar as políticas voltadas à população negra, com medidas contra a discriminação. Para ver o plano de governo completo, clique aqui

Mateus Simões (PSD)

Mateus Simões (PSD) promete fortalecer a atenção primária como principal porta de entrada do SUS e ampliar o acesso por meio de tecnologia, com uso de telessaúde, diagnóstico remoto e integração dos sistemas de informação. O candidato quer melhorar o acesso a medicamentos, priorizando regiões e populações consideradas menos assistidas, e qualificar o atendimento a pessoas com deficiência, autismo e doenças raras, com integração entre saúde, educação e assistência social.

Simões ainda defende investimentos na capacitação dos profissionais para melhorar o acolhimento e o atendimento aos usuários. Outra frente é acelerar e ampliar a redução do tempo de espera por cirurgias e exames, dando continuidade aos avanços citados no plano. O candidato também promete criar políticas de acolhimento e serviços específicos para a população idosa em parceria com a assistência social. Para ver o plano de governo completo, clique aqui

Patrus Ananias (PT)

Patrus Ananias (PT) quer fortalecer a atenção primária, com apoio financeiro e técnico aos municípios. Também promete ampliar a estratégia Saúde da Família e as equipes multiprofissionais, incluindo saúde mental e saúde bucal. O petista ainda propõe reduzir filas por consultas, exames, procedimentos e cirurgias por meio da Política Nacional de Atenção Especializada e do Programa Agora Tem Especialistas, além de criar um sistema estadual integrado para acompanhar os tempos de espera. O candidato quer informações atualizadas sobre filas, leitos e critérios de prioridade.

O plano de governo de Patrus prevê ainda a regionalização do SUS, com reforço das equipes estaduais que dão suporte aos municípios, ampliação da cobertura do Samu, criação do programa Caminhos da Saúde para transporte de pacientes e medidas para reduzir a mortalidade materna e infantil. 

Patrus promete ainda ampliar a Rede de Atenção Psicossocial, o atendimento a pessoas autistas e neurodivergentes, o cuidado à população idosa e a assistência às mulheres. Para acessar o plano de governo completo, clique aqui.  

Professor Túlio Lopes (PCB)

Professor Túlio Lopes (PCB) promete encerrar progressivamente os contratos com organizações sociais e retomar a gestão pública direta dos serviços de saúde. O candidato também defende concursos para recompor as equipes, auditoria popular dos contratos e responsabilização financeira de gestores e empresas. Ele promete concluir os hospitais regionais com gestão pública e controle popular.

Na rede de atendimento, Túlio quer ampliar postos de saúde, fortalecer a Saúde da Família e formar agentes comunitários. Também defende a valorização dos trabalhadores, o fortalecimento da Fhemig e do Ipsemg e a ampliação de políticas para mulheres. 

O plano inclui transporte gratuito intermunicipal para tratamentos, integração entre saúde e transporte público, expansão da capacidade de diagnóstico, compra centralizada de equipamentos e manutenção preventiva. Para ver o plano de governo completo, clique aqui.

Rafael Duda (PSTU)

Rafael Duda (PSTU) promete interromper o que ele chama de "privatização da saúde", acabando com a gestão privada por meio de organizações sociais, OSCIPs, fundações e outros modelos. O candidato também defende a estatização dos hospitais filantrópicos, o fim da terceirização e a ampliação da rede física do SUS. Para os profissionais, projeta valorização salarial, plano de carreira, jornada de 30 horas semanais e aplicação do piso da enfermagem para todos os trabalhadores da saúde, além da realização de concursos públicos.

Na rede assistencial, Duda quer ampliar a atenção básica, os serviços de urgência e emergência, a assistência bucal e a Farmácia de Minas. Também defende melhorias na Fhemig. Na saúde mental, defende ampliar CAPS, Cersams, residências terapêuticas e centros de convivência. Para ver o plano de governo completo, clique aqui.  

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