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Em resposta ao STF, Moraes nega que filhos tenham ido à Arena MRV e contesta mensagens de Vorcaro

Ministro nega que Giuliana e Alexandre tenham solicitado convites e questiona interpretação da PF sobre conversas com ex-banqueiro

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 15/09/2026 às 08:45.Atualizado em 15/09/2026 às 09:09.
 (Fellipe Sampaio/STF)
(Fellipe Sampaio/STF)

O ministro Alexandre de Moraes afirmou que seus filhos nunca estiveram na Arena MRV, estádio do Atlético, em Belo Horizonte, e que não solicitaram ingressos para jogos no estádio. A declaração consta da manifestação apresentada por ele ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), na qual contesta a interpretação da Polícia Federal (PF) sobre mensagens encontradas no celulcar do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. 

De acordo com o material produzido pela Polícia Federal, em 12 de maio de 2024, Vorcaro enviou uma mensagem para Ana Matos, que trabalhava no marketing do Banco Master, dizendo que a filha de Moraes entraria em contato. Na sequência, identificou Giuliana e pediu que ela fosse atendida.

Ana respondeu que cuidaria do assunto e posteriormente encaminhou informações sobre uma partida entre Atlético e Grêmio na Arena MRV.

Em outra mensagem, Vorcaro afirmou que Giuliana havia recebido um ingresso VIP, mas queria ficar com o irmão, Alexandre, que não teria acesso à mesma área. O empresário então pediu que os dois fossem colocados juntos e, depois, em uma “boa mesa”.

Moraes contesta investigação

O ministro Alexandre de Moraes manifestou-se publicamente pela primeira vez sobre as suspeitas levantadas em relatórios da PF no âmbito das investigações do caso Master. Em documento enviado ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, na segunda-feira (14), o magistrado negou irregularidades, afirmou que nunca favoreceu o banco Master ou Daniel Vorcaro e sustentou que jamais julgou processos envolvendo a instituição financeira.

Na manifestação, Moraes classificou a atuação do colega André Mendonça como "inconstitucional e ilegal" por ter determinado de ofício a realização de atos de investigação sem pedido da Procuradoria-Geral da República ou autorização prévia do plenário da corte. O ministro usou repetidamente termos como ilegal para criticar a condução dos procedimentos e definiu as menções a supostas trocas de mensagens como "diálogos fantasiosos" e "criminosas mentiras".

"Na presente hipótese, de maneira absolutamente inconstitucional e ilegal, o ministro relator determinou, de ofício, a realização de atos de investigação em relação a um ministro da Corte", detalha o texto.

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