Sem consenso

'Equívoco estratégico', diz Marília Campos sobre candidatura própria do PT ao governo de Minas

Pré-candidata ao Senado defende aliança ampla entre partidos da base de Lula e afirma que sua única disponibilidade para 2026 é disputar uma vaga no Senado

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 25/06/2026 às 10:42.Atualizado em 25/06/2026 às 11:17.
Marília Campos opinou sobre a estratégia de candidatura própria do PT ao Governo de Minas e defendeu uma frente ampla entre partidos aliados de Lula (Reprodução/Redes Sociais)
Marília Campos opinou sobre a estratégia de candidatura própria do PT ao Governo de Minas e defendeu uma frente ampla entre partidos aliados de Lula (Reprodução/Redes Sociais)

A pré-candidata ao Senado Marília Campos criticou a decisão do Partido dos Trabalhadores (PT) de lançar uma candidatura própria ao governo de Minas nas eleições de 2026. Em nota divulgada nesta quinta-feira (25), a ex-prefeita de Contagem classificou a estratégia como um "equívoco estratégico" e defendeu a construção de uma ampla aliança entre os partidos que integram a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A decisão merece reflexão. Embora legítima do ponto de vista partidário, ela representa um equívoco estratégico que pode fragilizar o campo democrático e popular no estado", afirmou a petista.

Para Marília, o cenário político exige capacidade de diálogo, construção de consensos e alianças amplas, em vez de uma postura isolada. A nota afirma ainda que pesquisas indicam que o campo progressista busca consolidar uma candidatura competitiva ao governo estadual.

A avaliação da pré-candidata é de que o melhor caminho seria reunir legendas como PT, PCdoB, PV, PSB, MDB, Rede, PSOL, PDT e outros partidos que sustentam o governo federal em torno de um único projeto para o estado.

"O caminho não é apresentar uma candidatura própria, mas liderar a construção de uma aliança ampla e competitiva", diz o texto. A equipe da ex-prefeita também argumenta que a vitória de Lula nas eleições de 2022 demonstrou que os melhores resultados eleitorais surgem da convergência entre diferentes forças políticas.

Senado é prioridade

Na nota, Marília também reafirma que não pretende disputar o Governo de Minas. Segundo o texto, sua única disponibilidade política para 2026 é a pré-candidatura ao Senado, aprovada pelas instâncias partidárias desde janeiro e respaldada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva.

O texto afirma que Marília deixou a Prefeitura de Contagem para percorrer o Estado, dialogando com prefeitos, vereadores, representantes do setor produtivo e movimentos sociais. O grupo argumenta que sua candidatura ao Senado é estratégica porque Minas Gerais atualmente não possui representantes da base do presidente Lula na Casa e porque o projeto amplia a participação feminina em cargos majoritários.

PT reafirma candidatura própria

A manifestação de Marília foi divulgada depois de a presidente estadual do PT, a deputada Leninha, informar que o partido irá disputar o Governo de Minas com candidatura própria. A decisão ocorreu após reunião realizada no Palácio da Alvorada com o presidente Lula nessa quarta-feira (24), parlamentares mineiros e representantes da executiva nacional da legenda.

Leninha afirmou que o entendimento construído durante o encontro reafirma uma resolução aprovada pelo partido há cerca de um mês. Segundo ela, o nome que representará o PT será definido nos próximos dias, em diálogo com outras forças políticas alinhadas ao governo federal.

Procurada pela reportagem, Leninha informou que o PT não vai se pronunciar sobre a avaliação de Marília, e que o posicionamento sobre a candidatura própria permanece o mesmo.

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