‘Eram muitos números, eu ia me confundir’, diz idosa que não votou no primeiro turno em BH
Aos 92 anos, Nirce Paes Calado foi à PUC Minas, no Coração Eucarístico, neste domingo (25); ela e o aposentado Odir Calojorne, de 94 anos, não votaram no primeiro turno das eleições

Aposentados com mais de 90 anos que não compareceram às urnas no primeiro turno das Eleições 2026 foram votar neste domingo (25), na PUC Minas, no bairro Coração Eucarístico, na região Noroeste de Belo Horizonte. Entre eles estão Nirce Paes Calado, de 92 anos, e Odir Calojorne, de 94.
Moradora do bairro Dom Cabral, na capital, Nirce explicou que a quantidade de números na urna eletrônica foi um dos motivos para não ter votado na primeira etapa da eleição. Desta vez, ela considerou o processo mais simples. “Eram muitos números. Eu ia me confundir. Dessa vez, está mais fácil”, afirmou.
O aposentado Odir também compareceu à seção eleitoral neste segundo turno, acompanhado da filha, a funcionária pública Alice Costa, de 66 anos. Em entrevista ao Hoje em Dia, ele destacou a importância de participar da votação, que define o próximo presidente da República, em uma disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Abstenção entre idosos
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reunidos pelo Movimento Voto 70+, a taxa de abstenção entre eleitores com mais de 70 anos chegou a 49,1% no primeiro turno das Eleições 2026, em todo o Brasil.
Apesar do percentual elevado, o índice foi menor do que o registrado em 2022, quando a abstenção nessa faixa etária atingiu 58,8%.
No segundo turno, as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro intensificaram ações voltadas ao eleitorado idoso, com o objetivo de estimular a participação desse público nas urnas.
O voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos, assim como para analfabetos e jovens de 16 e 17 anos. Já os eleitores com mais de 80 anos têm prioridade na fila de votação.