Filho de Nicolás Maduro convoca mobilização popular na Venezuela pela libertação do pai
Mensagem foi dirigida aos membros do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e aos movimentos sociais

O filho do presidente venezuelano Nicolás Maduro, Nicolás Ernesto Maduro, convocou nesta segunda-feira (5) uma mobilização popular contra o ataque dos Estados Unidos (EUA) ao país e o sequestro de seu pai, ocorridos no sábado (3).
“Vamos erguer as bandeiras do (Hugo) Chávez e trabalhar para trazer Nicolás Maduro para casa são e salvo”, disse o filho do chefe de Estado, de acordo com a Rádio Miraflores. “Estamos firmes. Vamos avançar”.
A mensagem foi dirigida aos membros do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e aos movimentos sociais. “Estamos bem, estamos calmos. Vão nos ver nas ruas, ao lado do povo”, afirma Nicolás Ernesto Maduro.
Entenda
No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana, Caracas. Em meio ao ataque militar, realizado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York.
O ataque marcou um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.
Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.
O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.
Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.
*Com informações da Agência Brasil
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