Filhos de Bolsonaro atacam Moraes após ministro negar prisão domiciliar ao ex-presidente
Flávio, Carlos e Eduardo usaram redes sociais para criticar decisão que mantém o pai deles preso na Polícia Federal

Os filhos de Jair Bolsonaro reagiram, nesta quinta-feira (1º), à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que negou o pedido de prisão domiciliar de natureza humanitária apresentado pela defesa. Com a decisão, o ex-presidente seguirá preso na Polícia Federal após receber alta hospitalar.
Em publicação no X (antigo Twitter), o senador Flávio Bolsonaro - que é pré-candidato à Presidência da República - criticou duramente o ministro. “Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura?”, escreveu.
Na sequência, afirmou que a decisão teria sido “cheia de sarcasmo” ao apontar melhora no estado de saúde do ex-presidente. Ele ainda disse que o laudo médico indicaria a necessidade de cuidados permanentes “que não podem ser garantidos numa prisão”, mencionando o risco de AVC.
“Leia o laudo, ser abjeto!”, completou. Flávio ainda afirmou que a saúde do pai nunca mais foi a mesma após a facada, sofrida em 2018.
Também pelo X, o vereador Carlos Bolsonaro disse que Moraes “acaba de negar a prisão domiciliar” mesmo diante das condições de saúde apresentadas pela defesa. “Qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada, que precisa ser cumprida, e desde quando ela foi emitida pela primeira vez…”, publicou.
Pelo Instagram, o deputado federal Eduardo Bolsonaro também fez ataques ao ministro. “Todos estão vendo as atrocidades humanitárias cometidas pelo tiranete de beira de estrada”, escreveu. Em seguida, afirmou que quem apoia o magistrado o faz “por interesse próprio”.
Decisão do STF
Moraes negou nesta quinta-feira (1º) o pedido de prisão domiciliar humanitária feito pela defesa de Bolsonaro após a alta do hospital DF Star, onde o ex-presidente está internado desde 24 de dezembro. Com isso, ao deixar o hospital, Bolsonaro deve retornar à Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde novembro, após condenação pela trama golpista.
Na decisão, o ministro afirmou que a defesa não apresentou “fatos supervenientes” capazes de afastar os motivos do indeferimento anterior, de 19 de dezembro de 2025. Moraes destacou “total ausência dos requisitos legais” para a concessão da domiciliar, além de mencionar “reiterados descumprimentos de medidas cautelares” e “atos concretos visando a fuga”, incluindo a destruição da tornozeleira eletrônica.
O ministro lembrou que Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses, sendo 24 anos e nove meses de reclusão e dois anos e seis meses de detenção, com início do cumprimento da pena em regime fechado. Segundo o despacho, não houve agravamento do quadro clínico, mas “melhora dos desconfortos” após cirurgias eletivas, conforme laudo dos próprios médicos do ex-presidente.
A decisão também registra que todas as prescrições médicas podem ser cumpridas na Superintendência da PF, onde há plantão médico 24 horas, com acesso irrestrito aos médicos de Bolsonaro, fornecimento de medicamentos, fisioterapia e entrega de alimentos preparados por familiares.
*Com informações de Agência Brasil
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