
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que pretende colocar as mulheres e as políticas de inclusão no centro de um eventual governo. Durante um encontro com mulheres no Rio de Janeiro, ele destacou propostas voltadas às mães atípicas, às pessoas com deficiência e ao combate à violência contra a mulher.
“Não vai ter um só dia no Rio de Janeiro que vocês não ouvirão falar sobre inclusão. Não vai ter um segundo no Brasil em que não ouvirão falar também da inclusão em todos os ministérios”, declarou Flávio.
O encontro contou com a participação da vice-governadora eleita do Rio de Janeiro, Fernanda Louback, mãe de duas filhas com transtorno do espectro autista (TEA), e de Daniella Marques, coordenadora do eixo Brasil por Elas no plano de governo do presidenciável do PL.
Flávio afirmou que as políticas de inclusão deverão ser transversais, com ações nas áreas de educação, segurança pública, assistência social e turismo. Segundo ele, a convivência e as conversas com mães atípicas contribuíram para ampliar seu entendimento sobre as necessidades dessas famílias.
“Aprendi muito com as mães atípicas sobre as políticas que funcionam de verdade”, disse o senador.
Apoio às famílias atípicas e aos professores
Ao abordar a educação inclusiva, Flávio afirmou que pretende oferecer suporte a prefeitos e governadores para fortalecer as redes de ensino. Ele também defendeu medidas de valorização dos professores, com atenção à saúde mental dos profissionais e à remuneração da categoria.
“Quero me comprometer aqui para dar todo o suporte para prefeitos e para governadores. O governo federal vai estar muito presente na educação para cuidar da saúde mental do professor e para dar um reajuste, como o presidente Bolsonaro deu de 33%. Vamos priorizar as famílias atípicas, priorizando as mulheres”, afirmou.
Fernanda Louback também defendeu a ampliação das políticas voltadas às pessoas com deficiência e disse que pretende trabalhar pela inclusão no governo estadual.
“A invisibilidade das pessoas com deficiência acabou”, declarou a vice-governadora eleita, que prometeu atuação contínua para ampliar a visibilidade e o atendimento a esse público.
Combate à violência contra a mulher
Durante o discurso, Flávio criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e atribuiu à atual gestão resultados negativos em áreas como violência contra a mulher, endividamento e carga tributária.
“É recorde de mulheres assassinadas, recorde de mulheres agredidas, recorde de pessoas endividadas, recorde de impostos altos”, afirmou o presidenciável, ao defender uma mudança de governo.
Entre as propostas apresentadas para ampliar a proteção feminina, o senador citou a criação de Casas da Mulher Brasileira, com serviços de acolhimento e assistência às vítimas de violência. Segundo ele, os espaços também ofereceriam apoio ao empreendedorismo, acesso a financiamento com juros mais baixos e creches para os filhos das mulheres atendidas.
“Lá vai ter empreendedorismo, vai ter um financiamento barato, vai ter um acolhimento, vai ter uma creche para deixar o seu filho e vai ter uma proteção. A gente vai colocar as mulheres no centro do governo”, afirmou.