Flávio diz que Jair Bolsonaro vai entregar a faixa presidencial a ele, caso seja eleito
Fala ocorreu nesta segunda-feira (19) em ato de campanha no Pará; ex-presidente está preso desde novembro do ano passado

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) disse nesta segunda-feira (19) que, caso for eleito, seu pai, Jair Bolsonaro, subirá a rampa do Palácio do Planalto para lhe entregar a faixa presidencial. O ex-presidente está preso desde novembro do ano passado após condenação de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
“Vocês verão o melhor presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, subindo aquela rampa junto comigo e botando a faixa de Presidente da República no seu filho”, disse Flávio, durante ato político em Marabá, no Pará.
Na edição do “Bloquinho 22”, o senador afirmou ainda que os eleitores “terão presidente da república todos os dias”. “Eu vou prender ladrão de celular para ficar 8 anos preso no mínimo. Vou prender ladrão de moto que vai ficar preso muito mais tempo. Eu vou propor castração química a estuprador de mulher”, voltou a prometer Flávio.
Flávio e Lula
O ato em Marabá ocorre um dia após o primeiro debate do 2º turno da eleição presidencial, entre Flávio e o candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro organizado pela Band foi marcado por ataques pessoais, acusações e momentos de tensão. Ao longo do encontro, ambos dedicaram parte significativa das falas a questionamentos sobre familiares, investigações e episódios do passado, enquanto propostas para enfrentar os problemas do país tiveram menos espaço.
A falta de discussões mais concretas sobre o futuro do Brasil foi destacada por comentaristas do Canal Livre, programa da Band que analisou o confronto. Para a jornalista Juliana Rosa, os dois candidatos perderam oportunidades de apresentar medidas capazes de melhorar as condições de vida da população.
“Foi um espetáculo patético. Em um momento de grande dificuldade da sociedade, não temos propostas. É um tapa na cara da sociedade, dois candidatos que estão disputando a Presidência do Brasil, um país tão desigual, com uma renda média baixa”, afirmou.
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