
Terceiro colocado na disputa pelo Governo de Minas, o empresário Flávio Roscoe ironizou o que ele classificou como "infidelidade" partidária no PL, ao comentar a postura de colegas da legenda, que apoiaram o adversário Cleitinho Azevedo (Republicanos). Nesta segunda-feira (5), um dia após a derrota nas eleições, ele retornou à presidência da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).
Ao ser questionado sobre quadros do Partido Liberal que não apoiaram a sua candidatura e até agiram contra, Roscoe disse que deve se manter filiado à legenda e que em todo partido existe infidelidade. “Estou achando que, na política, a prática é a infidelidade. Não é a fidelidade”, afirmou.
Inicialmente, a direção do PL pretendia apoiar Cleitinho Azevedo, eleito governador com 55,34% dos votos em 1º turno. Entretanto, diante do impasse interno no Republicanos, em relação à candidatura do senador, o partido resolveu lançar o nome de Roscoe à cadeira do Palácio Tiradentes.
O presidente da Fiemg comparou a relação entre o próprio partido e Cleitinho a um casamento. “Houve, durante um longo período, um namoro com Cleitinho”, disse. “O namoro não deu certo porque o Cleitinho não quis e a noiva foi largada no altar. E chegou outro noivo, que no caso sou eu”, disse.
“Então você vai lá, casa com a noiva que foi largada no altar e a parte da noiva resolve que não”, continua Roscoe, que disse ter pago “todas as despesas da casa”. “Na minha campanha, o PL não botou nem R$ 1. A gente que aportou todos os recursos”.
Ao ser questionado se aceitaria um possível convite de Cleitinho para se tornar secretário de Governo, Roscoe respondeu que ainda é cedo, "apenas um dia após as eleições", mas que vai priorizar finalizar o mandato à frente da Fiemg, que encerra em dezembro deste ano. “Sempre falei que ia voltar aqui, eleito ou não eleito. Se fosse eleito, ia comandar a transição daqui”, afirmou.
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