ENTREVISTA

Gabriel descarta privatização da Cemig: 'é estratégica demais para não ter o controle do Estado’

Candidato criticou o que considera 'uso político' da estatal

Bernardo Haddad e Leandro Alves*
@_bezao e @leandroalves04
Publicado em 10/09/2026 às 14:59.Atualizado em 10/09/2026 às 18:09.
 (Reprodução / TV)
(Reprodução / TV)

O candidato ao Governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB), afirmou que não pretende privatizar a Cemig, caso seja eleito. O ex-vereador de Belo Horizonte disse que a estatal é “estratégica demais" e não pode ficar sem o controle do Estado.

Gabriel citou o ex-governador Juscelino Kubitschek, responsável pela criação da Cemig em 1952, e lembrou que o projeto de governo de JK tinha como pilares energia e estradas. Para o candidato, a estrutura ajudou a criar as bases para a industrialização de Minas.

“De tudo que eu leio, de tudo que eu observo no mundo, uma estatal como a Cemig é estratégica demais para não ter o controle estatal. Ao mesmo tempo, não é essa convicção que me faz abrir mão da participação da iniciativa privada para garantir energia para as pessoas”, afirmou.

O candidato citou as dificuldades enfrentadas por produtores rurais que precisam de energia trifásica e por consumidores que adotam geração distribuída de energia solar. Ele também criticou o que classificou como "uso político da Cemig".

Gabriel Azevedo

Ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo foi eleito para o Legislativo da capital em 2016 e reeleito em 2020. Presidiu a Casa entre 2023 e 2024 e, naquele ano, concorreu à Prefeitura de BH. Professor de Direito Constitucional, também foi subsecretário de Estado para a Juventude durante o governo Antonio Anastasia.

*Estagiário sob supervisão de Renato Fonseca 

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