Ouro Preto

‘Gastamos muita energia com a polarização que não leva a nada’, diz Tarcísio ao receber Grande Colar

Governador de São Paulo questionou se o país cumpriu o legado dos mártires de Ouro Preto

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 21/04/2026 às 14:10.Atualizado em 21/04/2026 às 14:28.
Tarcísio foi homenageado com o Grande Colar nesta terça-feira (21) (Gil Leonardi/ Imprensa MG)
Tarcísio foi homenageado com o Grande Colar nesta terça-feira (21) (Gil Leonardi/ Imprensa MG)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi condecorado nesta terça-feira (21) com o Grande Colar da Medalha da Inconfidência, o grau máximo da honraria mineira. Durante a solenidade, o chefe do Executivo paulista fez um alerta sobre os entraves estruturais que, em sua visão, impedem o desenvolvimento do país e o afastam dos ideais dos mártires de 1789.

"Hoje, sentimos as mazelas do patrimonialismo que captura o Estado e lidamos com a ineficiência na gestão dos recursos públicos. Ainda não entendemos que o setor público não pode fazer tudo sozinho", afirmou o governador. Tarcísio também lamentou o cenário político atual: "Talvez gastemos muita energia com uma polarização que não leva a nada. Se os inconfidentes estivessem aqui agora, o que diriam para nós?".

Ao citar décadas de instabilidade econômica como sintoma de um "problema estrutural", Tarcísio apresentou dados sobre a volatilidade do crescimento nacional. "Entre 1980 e 2019, alternamos 26 anos de avanços e 14 anos de crises. São muitas crises que nos empobrecem e nos afastam da prosperidade que merecemos", destacou.

Ao final do discurso, o governador reconheceu o peso simbólico da comenda, instituída em 1952 por Juscelino Kubitschek. "Receber o Grande Colar é mais que uma honra; é assumir uma dívida com a história de Minas Gerais e com aqueles que, com sangue e suor, ousaram pensar um Brasil livre".

Eleito governador de São Paulo em 2022, Tarcísio de Freitas, de 50 anos, possui uma trajetória marcada por cargos técnicos e estratégicos na administração federal. Antes de assumir o Palácio dos Bandeirantes, foi ministro da Infraestrutura entre os anos de 2019 e 2022.

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