Governo Trump retira sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes
Norma previa o bloqueio de contas bancárias, de bens e interesses em bens dentro da jurisdição em solo norte-americano

O governo dos Estados Unidos retirou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), da lista de sanções pela Lei Magnitsky, utilizada para punir unilateralmente supostos violadores de direitos humanos no exterior. A medida ocorre um dia antes do aniversário de 57 do magistrado.
A esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, também teve o nome retirado da lista. Aplicada contra Moraes em julho, a legislação prevê o bloqueio de contas bancárias, de bens e interesses em bens dentro da jurisdição em solo norte-americano, além da proibição de entrada nos EUA.
A informação foi divulgada por um comunicado publicado pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do governo de Donald Trump. O motivo da remoção não foi informado. Na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou com Trump por telefone.
Família Bolsonaro se manifesta
Deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PL) publicou pelo X (antigo Twitter) uma declaração sobre a decisão do governo dos Estados Unidos. Apesar de iniciar a nota dizendo que recebe a notícia “com pesar”, Eduardo deseja que a escolha de Trump seja “bem-sucedida na defesa dos interesses estratégicos do povo americano” e afirma que continuará “trabalhando com firmeza e determinação para encontrar um caminho que permita a libertação de nosso país, pelo tempo que for necessário e apesar das circunstâncias adversas”.