Kalil critica gestão estadual e defende revisão imediata da dívida de Minas
Ex-prefeito de BH afirmou que o estado foi “estraçalhado por 12 anos” e colocou o Propag como prioridade em eventual governo

O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) afirmou que Minas Gerais foi “estraçalhado por 12 anos” e defendeu que a revisão do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) será a primeira medida de um eventual governo. A declaração foi dada no sábado (25), véspera da convenção estadual do PDT, que oficializa sua candidatura ao Palácio Tiradentes.
Em entrevista ao programa Vox Debate, da rádio Vox FM, no Vale do Aço, Kalil afirmou que pretende iniciar a renegociação do débito do estado com o governo federal ainda durante o período de transição.
“A primeira coisa a fazer é a revisão desse acordo. Já nos primeiros 30 dias, ainda na transição de governo, é preciso sentar com o governo federal e renegociar a dívida, que a gestão atual de Minas pegou em R$ 100 bilhões e vai entregar em R$ 200 bilhões. Sem dinheiro, nada se faz”, declarou o ex-prefeito.
O pré-candidato também criticou a condução da administração estadual e sustentou que, enquanto Minas Gerais concedeu isenções fiscais que somam R$ 170 bilhões, áreas cruciais como saúde, educação e segurança pública ficaram sem investimentos.
“O Estado encontra-se estraçalhado, depois de levar porrada por 12 anos. Isso tem que acabar. Enquanto São Paulo está fazendo um túnel debaixo do mar, ligando o Guarujá a Santos, e a Bahia está construindo uma ponte gigantesca, ligando Itaparica a Salvador, Minas não consegue sequer concluir a rodovia da morte. Esse dinheiro está indo para algum lugar”, afirmou.
Convenção confirma candidatura ao Governo de Minas
As declarações de Kalil foram dadas às vésperas da convenção estadual do PDT, marcada para as 9h deste domingo (26), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O encontro define a nominata da legenda para as eleições de outubro e oficializa a candidatura do ex-prefeito ao Governo de Minas.
De acordo com Kalil, o evento formaliza um diálogo construído ao longo dos últimos meses entre as lideranças partidárias.
“Quando homens de palavra se sentam, conversam e fazem um acordo, tudo fica acertado ali mesmo. Neste domingo, vamos fazer nossa nominata, mas sem atropelos e novidades. Estaremos selando um compromisso feito com detalhes há alguns meses”, destacou.
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