ENTREVISTA

Kalil diz que em 2022 foi 'palanque' de Lula e que agora é candidato ao Governo de Minas

Ex-prefeito de BH afirma que tem estratégia diferente para 2026 e diz que pretende governar o Estado independentemente de quem vencer a eleição presidencial

Bernardo Haddad e Michael Martins
@_bezao
Publicado em 24/09/2026 às 17:18.Atualizado em 24/09/2026 às 19:09.
Candidato ao Governo de Minas, Kalil concedeu entrevista exclusiva ao Hoje em Dia (Leandro Couri/Campanha Kalil)
Candidato ao Governo de Minas, Kalil concedeu entrevista exclusiva ao Hoje em Dia (Leandro Couri/Campanha Kalil)

O candidato ao Governo de Minas, Alexandre Kalil (PDT), afirmou que a campanha de 2026 é diferente da disputa de 2022, quando, segundo ele, atuou mais como “palanque” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao avaliar a eleição anterior, o ex-prefeito de BH disse que agora assumiu diretamente a condução da campanha e, caso eleito, irá governar Minas independentemente de quem ocupar a Presidência da República.

“Esse ano eu sou candidato ao governo. Em 2022 eu não fui, eu fui palanque. E esse ano eu sou candidato a governador de Minas”, afirmou, em entrevista ao Hoje em Dia. 

Kalil também disse que não pretende repetir estratégias adotadas anteriormente e defendeu uma campanha conduzida por ele próprio. “Nós simplesmente fizemos a nossa campanha, junto com o nosso pessoal, com princípio, meio e fim. Então, não tem cambalhota, não tem cavalo de pau, não tem escândalo, não tem nada”, declarou.

Segundo o candidato, uma das lições da disputa anterior foi a necessidade de assumir a responsabilidade pelos resultados das eleições. “Eu comando e eu sou o comandante da minha campanha. Aprendemos que a campanha pode ser vitoriosa ou derrotada, desde que você seja o responsável pela vitória e ou pela derrota”.

Ao falar sobre uma eventual gestão em Minas, Kalil disse que pretende manter uma relação institucional com Brasília, independentemente do resultado da eleição presidencial.

“Eu vou cuidar do povo mineiro, seja o presidente da República que for. Não servirmos só ao presidente. Nós queremos ser servidos pela Presidência e por Brasília”, afirmou.

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