ENTREVISTA

Kalil promete diálogo com servidores e diz que vai discutir reposição salarial em Minas

Candidato do PDT afirma que a prioridade será discutir com as categorias a reposição de perdas salariais

Bernardo Haddad e Michael Martins
@_bezao
Publicado em 24/09/2026 às 17:15.Atualizado em 24/09/2026 às 17:15.
Segundo Kalil, a experiência à frente da Prefeitura de Belo Horizonte será um fator relevante na relação com o funcionalismo em uma eventual eleição (Amira Hissä/ Campanha Kalil)
Segundo Kalil, a experiência à frente da Prefeitura de Belo Horizonte será um fator relevante na relação com o funcionalismo em uma eventual eleição (Amira Hissä/ Campanha Kalil)

O candidato ao Governo de Minas, Alexandre Kalil (PDT), afirmou que pretende manter uma relação de diálogo com os servidores públicos em um eventual governo. O ex-prefeito disse que a prioridade será discutir com as categorias a reposição de perdas salariais, levando em conta a situação financeira do Estado.

Segundo Kalil, a experiência à frente da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) será um fator relevante na relação com o funcionalismo, caso eleito. Ele afirma que foram realizadas cerca de 500 reuniões com servidores durante os seis anos em que foi prefeito e citou reajuste, segundo ele, de 125% concedido aos professores municipais. 

“Isso não é o que você vai fazer, o que você vai prometer não. É o que você fez. Então, esse povo tem que vir para a mesa. (...) Não é valorização salarial, é reposição salarial que eles estão querendo. Como fazer essa reposição? (...) Nós vamos sentar e vamos tentar recompor tudo o que está defasado”, declarou, em entrevista ao Hoje em Dia.

O candidato também criticou medidas e situações envolvendo servidores da segurança e da educação durante o governo de Romeu Zema (Novo). Entre os exemplos, citou a tramitação de um projeto sobre a segurança pública, concursos para a Polícia Militar e a defasagem no efetivo. 

“Você não pode suspender todos os concursos de 2025 da Polícia Militar. Não pode ter uma defasagem de 7 mil homens. Você não pode deixar de abastecer o carro da polícia, que hoje quem abastece são os prefeitos do interior”, disse.

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