
O candidato ao Governo de Minas, Alexandre Kalil (PDT), afirmou que pretende adotar uma fiscalização “séria” nos serviços prestados pela Copasa. Apesar de ser contrário à privatização da companhia, o ex-prefeito de Belo Horizonte prometeu que a supervisão será baseada em critérios técnicos, “sem perseguição”.
“Fiscalização só existe de um jeito: séria, correta e sem perseguição. Exigindo que se preste o serviço para a população”, disse Kalil, em entrevista ao Hoje em Dia. Ele também prometeu monitoramento técnico e rigoroso sobre serviços prestados por outros setores, como mineração.
O candidato citou o modelo de privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para criticar a venda da Copasa em Minas. “O prefeito de São Paulo falou que o maior arrependimento dele foi entregar a Sabesp para as empresas”, disse Kalil.
Essa não foi a primeira vez que o candidato se mostra contrário à venda da companhia mineira. Em agenda realizada em Betim, na Grande BH, em 6 de setembro, o Kalil subiu o tom e afirmou que a mudança de controle da empresa estaria prejudicando o abastecimento.
“Na semana passada, escolas de Belo Horizonte tiveram que fechar as portas para os alunos por falta de água. Foram sete dias sem abastecimento. Eu avisei que essa privatização não ia dar certo”, afirmou Kalil, na época.
Privatização da Copasa
O processo de privatização da Copasa foi concluído em junho deste ano. Com a operação, o Grupo Equatorial passou a deter 30% do capital da companhia após um aporte de R$ 5,5 bilhões. A Perfin também adquiriu 12,76% das ações da empresa.
O governo de Minas, que anteriormente detinha 50% da Copasa, passou a ter 5% de participação e manteve poder de veto (golden share) em determinadas decisões. Os demais acionistas ficaram com 65% da companhia. O valor total dos ativos comercializados na operação ultrapassou R$ 8 bilhões.
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