
Cleitinho Azevedo (Republicanos) saiu das urnas neste domingo (4) eleito governador de Minas. A vitória ainda no primeiro turno confirma o que já apontavam as pesquisas. Ele obteve 55,34% dos votos válidos, encerrando uma candidatura marcada por idas e vindas.
Cleitinho adiou sucessivamente a decisão sobre disputar o Governo. O senador não participou da convenção estadual do Republicanos e alternou declarações sobre a corrida eleitoral. Após confirmar que concorreria ao Palácio Tiradentes, chegou a desistir da disputa e voltou atrás menos de 24 horas depois.
Em 3 de agosto, Cleitinho anunciou que não disputaria o Governo. Na ocasião, afirmou que pretendia priorizar a família após a morte do irmão, Matheus Azevedo. A decisão foi tratada pelo comando nacional do partido como assunto encerrado.
No dia seguinte, durante a convenção nacional do Republicanos, em Brasília, o senador mudou novamente de posição. Cleitinho afirmou que havia decidido desistir em um momento de fragilidade emocional e pediu uma nova oportunidade para permanecer na disputa. A candidatura foi mantida, encerrando o impasse que havia marcado as semanas anteriores.
Da Câmara de Divinópolis ao Palácio Tiradentes
Cleitinho entrou na política em 2016, quando foi eleito vereador de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, com mais de 3 mil votos. Antes, trabalhava com o pai e os irmãos no varejão da família. Também foi cantor e compositor.
Dois anos depois, um salto na carreira política. Cleitinho foi eleito deputado estadual com 115 mil votos e passou a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Foi nesse período que começou a construir a imagem que o acompanharia nas eleições seguintes: a de um político focado em fazer críticas e cobranças, principalmente sobre gastos e privilégios do poder público.
Do Estado para Brasília
A projeção alcançada levou Cleitinho à disputa pelo Senado em 2022. Foi eleito com 4,2 milhões de votos e assumiu, no ano seguinte, uma das três cadeiras de Minas na Casa. Antes da posse, em dezembro de 2022, trocou o então PSC pelo Republicanos, partido ao qual permanece filiado.
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