APROVADO NA CMBH

Lojas de BH poderão ser obrigadas a ter cadastro de procedência para coibir venda de celular roubado

Descumprimento pode gerar sanções como multas e até cassação do alvará do comércio

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 11/08/2026 às 17:56.Atualizado em 11/08/2026 às 18:22.
 (Divulgação/PM)
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Vereadores de Belo Horizonte aprovaram, nesta terça-feira (11), Projeto de Lei (PL) que obriga lojas prestadas de serviços de manutenção ou venda de celulares a manterem um cadastro com dados sobre a procedência dos aparelhos. A medida visa dificultar a receptação, reduzindo o número de furtos e roubos de telefones.

Foram 39 votos favoráveis e nenhum contrário. O descumprimento da regra pode gerar sanções como multas e até cassação do alvará  do comércio em casos de reincidência. O texto segue para sanção ou veto do Executivo.

O PL é de autoria da vereadora Fernanda Pereira Altoé (Novo). Segundo a parlamentar, o principal fator que estimula o furto de celulares é a facilidade com que os aparelhos são reinseridos no mercado. 

"A receptação representa o elo que torna economicamente viável grande parte dos crimes patrimoniais. Sem mercado para os bens roubados, muitos furtos e roubos perderiam sua motivação financeira", afirmou a vereadora.

A iniciativa obriga estabelecimentos que façam reparo e venda de aparelhos telefônicos usados a manterem um cadastro detalhado, com dados do responsável e também do dispositivo. 

Segundo o texto aprovado, as informações serão coletadas e armazenadas exclusivamente para fins de prevenção de ilícitos, fiscalização e apuração de eventuais irregularidades.

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