
A última propaganda eleitoral do candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), veiculada nesta sexta-feira (23), apostou em depoimentos do candidato a vice Geraldo Alckmin (PSB) e da apresentadora Fátima Bernardes. A estratégia das duas falas foi tentar dialogar com eleitores de direita, mas que não estão dispostos a votar em Flávio Bolsonaro (PL).
“O Brasil não precisa de radicalismos. Pessoas de esquerda e de direita perceberam que é hora de uma união contra um risco maior: a volta do bolsonarismo”, diz Alckmin no programa.
Em seguida, a apresentadora global reforça a mensagem. “Você não precisa ser Lulista nem petista para votar no Lula e no Alckmin. Basta ser um defensor da democracia”, apontou Fátima Bernardes.
O atual presidente também afirmou que o Brasil estaria melhor nos últimos quatro anos, comparando com o que encontrou da última gestão, presidida por Jair Bolsonaro (PL), pai do adversário.
Lula ainda apontou a mobilização realizada pela campanha nas ruas e nas redes sociais para falar da reta final, além da própria história à frente do Palácio do Planalto. “Tenho dedicado minha vida à luta por um país mais justo e com oportunidades para todos”, diz o candidato à reeleição.
Polêmicas do adversário e trajetória do presidente também ganham espaço
A propaganda também abriu espaço para citar diversas polêmicas envolvendo Flávio Bolsonaro. Logo no começo do programa, apresentadoras relacionaram o Liberal a ataques contra mulheres. Elas mencionaram o Caso Ana Clara e o voto do senador contra o aumento da licença à maternidade.
Depois, o filho de Jair Bolsonaro também é acusado de prometer um corte de R$250 bi no orçamento público caso eleito e que o senador promoveu movimentações para tentar anular o projeto que extingue a escala 6x1.
Proposta de privatização da Petrobrás e corrupção também foram tópicos citados pela campanha para atacar Flávio.
No domingo (25), os brasileiros voltarão às urnas para eleger o presidente que ficará à frente do país nos próximos quatro anos. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16%. 2,2 milhões de votos separaram os dois candidatos.
*Estagiária, sob supervisão de Paulo Duarte
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