'Soberania'

Lula defende reserva estratégica de combustíveis para regular preços e garantir abastecimento

Presidente defende avanço na Margem Equatorial e destaca papel estratégico da Petrobras durante agenda em Minas

Ana Luísa Ribeiro*
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 20/03/2026 às 15:13.Atualizado em 20/03/2026 às 17:05.
Lula na Regap, em Betim, onde defendeu a exploração de petróleo na Margem Equatorial (Ricardo Stuckert)
Lula na Regap, em Betim, onde defendeu a exploração de petróleo na Margem Equatorial (Ricardo Stuckert)

A criação de uma reserva estratégica de combustíveis, para regular preços e garantir abastecimento em caso de instabilidade internacional, foi defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira (20), durante visita à Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Grande BH.

Para Lula, mesmo custando “muito caro”, as reservas garantiriam a soberania do país e a proteção contra a especulação no mercado em momentos de crise. Hoje, o Brasil conta com estoques operacionais para garantir que não haja desabastecimento nos postos entre a chegada de um navio importado ou o processamento em uma refinaria. Porém, ainda depende de importações para cerca de 30% do diesel consumido, o que aumenta a vulnerabilidade em momentos de crise global.

Lula defendeu a ampliação da exploração de petróleo, incluindo a chamada Margem Equatorial, considerada uma nova fronteira energética. Ele ressaltou a importância da Petrobras para a autossuficiência energética e afirmou que o país precisa avançar na exploração da faixa marítima que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte.

“Estamos tentando resolver a exploração do petróleo na Margem Equatorial, e vamos saber se temos o petróleo, porque tem na Guiana, tem no Suriname, não é possível que Deus tenha deixado um pouquinho para nós”, disse.

A exploração na região, no entanto, enfrenta resistência de ambientalistas, que alertam para riscos à biodiversidade e possíveis impactos em áreas sensíveis, como a foz do Rio Amazonas.

Durante o discurso, o presidente também citou o cenário internacional e criticou os efeitos de tensões geopolíticas sobre a economia. Lula mencionou o conflito envolvendo os Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, e o Irã, destacando os reflexos globais das disputas.

* Com Agência Brasil

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