Aceno político

Lula deve convidar Trump e Milei para cerimônia de posse em janeiro

Objetivo é fazer um aceno de superação das diferenças políticas

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 30/10/2026 às 13:10.Atualizado em 30/10/2026 às 13:30.
Lula e Donald Trump (Ricardo Stuckert / PR)
Lula e Donald Trump (Ricardo Stuckert / PR)

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve convidar os presidentes Donald Trump (Estados Unidos) e Javier Milei (Argentina) para a sua cerimônia de posse em janeiro. O objetivo é fazer um aceno de superação das diferenças políticas, mesmo que ambos dirigentes não tenham reconhecido e parabenizado a vitória do petista nas eleições de 2026. 

A informação do convite de Lula foi divulgada pelo jornalista Gustavo Uribe, da CNN. A posse será realizada em 5 de janeiro - mudança aprovada pelo Congresso Nacional para aumentar as chances de que líderes estrangeiros venham ao Brasil para a solenidade oficial.

Antes da posse, o presidente poderá se encontrar com Javier Milei na Cúpula do Mercosul, que será realizada no dia 4 de dezembro,em Montevidéu, no Uruguai. Além disso, Lula deve participar do Encontro do G20, nos dias 14 e 15 de dezembro de 2026, em Miami, nos Estados Unidos, onde poderá encontrar o chefe de Estado argentino e Donald Trump. 

Na última quinta-feira (29), o presidente dos EUA afirmou que não tomou partido nas eleições presidenciais brasileiras a pedido de Lula. O americano também disse que irá conversar com o petista, mas voltou a classificar o pleito como “vergonhoso”, sem apresentar provas para sustentar as críticas.

“Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente, o atual presidente, me pediu para não tomar partido. E eu não tomei. Mas, ao observar o que aconteceu no Brasil... bem, basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Enfim, achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”, disse Trump a jornalistas.

Questionado pela imprensa, o presidente americano não respondeu diretamente se reconhece a vitória de Lula nas urnas. Trump voltou a questionar o processo eleitoral brasileiro, embora não tenha apresentado evidências que sustentem os argumentos.

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