Decisão publicada

Mateus Simões exonera secretário de Governo e 20 servidores após rompimento de Marcelo Aro

Decisão foi publicada no Diário Oficial um dia após o governador declarar decepção com a saída do antigo aliado da base governista

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 31/07/2026 às 09:15.
Mateus Simões e Marcelo Aro (Novo/Divulgação e Michel Jesus/Câmara dos Deputados)
Mateus Simões e Marcelo Aro (Novo/Divulgação e Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), exonerou nesta sexta-feira (31) o secretário de Governo, Castellar Guimarães Neto (PP), aliado do ex-titular da pasta Marcelo Aro (PP). A decisão, publicada no Diário Oficial do Estado, também atingiu 20 servidores comissionados da Secretaria de Governo e ocorre um dia após Aro anunciar o rompimento com a atual gestão para negociar uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes em 2026.

Quem assume a chefia da pasta é Juliano Fisicaro Borges, que ocupava o cargo de secretário adjunto de Governo.

O desembarque do grupo político ligado a Marcelo Aro foi comunicado formalmente ao governador em reunião realizada na última quinta-feira (30). Aro integrou o segundo mandato do governo estadual à frente da Casa Civil e, posteriormente, da Secretaria de Governo — pasta responsável pela articulação política com o Legislativo. Ele havia deixado o cargo em março deste ano para viabilizar uma pré-candidatura ao Senado, mas mantivera aliados estratégicos na estrutura do Executivo sob o comando de Castellar Neto.

A ruptura ocorreu em meio a divergências sobre a composição da chapa majoritária para as próximas eleições. Aro, que ocuparia uma das vagas ao Senado no grupo de Simões, demonstrou insatisfação com a aproximação do governador com o senador Carlos Viana (PSD), que também busca a reeleição. Diante do cenário, o ex-secretário passou a articular seu nome para a disputa ao governo de Minas Gerais.

Em comunicado enviado à imprensa na quinta-feira, Mateus Simões confirmou o teor da conversa com o ex-aliado e lamentou o movimento político.

“Eu digo que a decepção acaba perseguindo a gente na política porque a gente lida com gente de todos os tipos. Mas no caso dele, especificamente, que foi meu aluno, a decepção é um pouco maior, porque foi abrigado no governo durante quatro anos”, disse Simões.

O nome de Aro para compor uma chapa ganhou peso após a decisão do Republicanos de encerrar as negociações para lançar o senador Cleitinho Azevedo ao Governo de Minas. Lideranças da legenda teriam passado a negociar apoio à pré-candidatura de Aro.

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